Chefe militar dos EUA faz alerta contra ataque a Irã

O chefe do Estado-Maior americano afirmou que a abertura de uma terceira frente de combate no Oriente Médio, com uma ação contra o Irã, seria extremamente estressante para as Forças Armadas do país. Em uma coletiva de imprensa realizada na quarta-feira no Departamento de Defesa americano, o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas dos Estados Unidos, o almirante Michael Mullen, afirmou que uma nova frente seria muito estressante, desafiadora e com conseqüências difíceis de serem previstas.

BBC Brasil |

"Essa é uma área de muita instabilidade no mundo e não preciso que se torne ainda mais instável", disse.

As tensões com relação ao Irã aumentaram depois de especulações de que Israel poderia realizar uma ofensiva contra as instalações nucleares iranianas.

Na semana passada, Mullen se reuniu com líderes israelenses, mas se recusou a comentar sobre um possível ataque de Israel contra o Irã
No entanto, ele afirmou que, no caso de um conflito, o Irã teria a capacidade de bloquear o tráfego de navios no estreito de Ormuz, próximo ao Golfo, mas não adiantou se a Marinha americana estaria intensificando as patrulhas na região.

Cautela
Segundo o correspondente da BBC em Washington, Justin Webb, há algum tempo já está claro que Mullen não quer atacar o Irã.

No entanto, ele ressalta que as declarações mais recentes do almirante sugerem que ele está lutando nos bastidores para que os Estados Unidos e Israel pensem com cautela nas conseqüências de um ataque antes de se prepararem para uma ofensiva.

Mullen afirmou ainda que sua opinião com relação ao regime iraniano não mudou.

"Eles continuam como um fator que desestabiliza a região", afirmou o almirante.

O militar pediu diálogo entre Teerã e Washington.

"Estou convencido de que a solução ainda está em usar outros elementos do poder nacional para mudar o comportamento do Irã, inclusive o uso de pressão diplomática, financeira e internacional", afirmou.

Recentemente, o presidente George W. Bush também foi questionado sobre uma possível ofensiva militar contra o Irã.

Ele respondeu que todas as opções estavam na mesa, mas que a ação militar não seria sua primeira opção.

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