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Chefe militar diz que não havia planos de matar Raúl Reyes no Equador

Bogotá, 26 fev (EFE).- O general Freddy Padilla de León, comandante das Forças Militares da Colômbia, afirmou hoje que a operação na qual morreu Raúl Reyes, então o número dois das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), não estava planejada.

EFE |

"Ele ultrapassava as fronteiras. Nossas fronteiras não são fáceis de vigiar centímetro a centímetros e esta possibilidade é conhecida pelos criminosos para burlar as autoridades", declarou Padilla de León para a "Caracol Radio".

"Reyes", cujo nome verdadeiro era Luis Édgar Devia, foi morto no dia primeiro de março de 2008 junto com outras 25 pessoas por tropas colombianas que bombardearam um acampamento ilegal das Farc em território equatoriano.

Por este fato, o Governo do presidente equatoriano, Rafael Correa, rompeu no dia 3 de março do ano passado as relações diplomáticas com a Colômbia, que ainda estão suspensas.

Para Padilla de León, o ataque, que completa um ano no próximo sábado, "teve inteligência de admirar e respeitar o mundo todo".

Afirmou que o planejamento da operação "não incluiu o Equador.

Não houve tempo de fazer coordenações, pois envolviam que não se pudesse desenvolver oportunamente a operação", declarou.

O general Padilla se absteve de comentar se acredita que houve colaboração de autoridades equatorianas com o rebelde.

Relatou que as tropas colombianas estiveram a ponto de matar "Raúl Reyes" várias vezes em território colombiano e ressaltou que "a circunstância que este terrorista estivesse a poucos metros da fronteira colombiana é um assunto que aparece no último momento".

Padilla disse que os guerrilheiros passam para os países vizinhos "contra a vontade tanto das autoridades colombianas como das dos países vizinhos".

Declarou que esta "é uma forma se sobreviver diante da enorme pressão que têm do povo e das autoridades colombianas", mas considerou que fazem isto "sem o consentimento das autoridades" dos países limítrofes. EFE gta/fal

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