Chefe militar das Farc seria assassinado por seus guardas devido a recompensa

Bogotá, 10 mai (EFE).- O chefe militar das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), Jorge Briceño Suárez, conhecido como El Mono Jojoy, seria assassinado por seis guerrilheiros de sua guarda pessoal, que organizaram o plano para receber uma recompensa milionária, disseram hoje, em Bogotá, fontes militares.

EFE |

O comandante das forças militares da Colômbia, general Freddy Padilla de León, disse que a tentativa foi revelada às autoridades por um dos rebeldes envolvidos, que desertou após fugir com dois de seus companheiros.

Os outros três não conseguiram escapar e foram assassinados, disse Padilla de León, que revelou o plano em declarações feitas na imprensa na escola militar General José María Córdoba, no oeste de Bogotá.

Segundo a versão, os seis envolvidos pretendiam conseguir 5 bilhões de pesos (US$ 2,80 milhões) que o Governo do presidente colombiano, Álvaro Uribe, oferece como recompensa por cada um dos sete membros do Secretariado (comando central) das Farc, entre eles Briceño.

"Há um mês e dez dias, seis homens de sua guarda pessoal, de sua segurança mais íntima, decidiram matá-lo para receber a recompensa", afirmou Padilla de León.

Os conspiradores "foram descobertos e três deles foram assassinados por 'El Mono Jojoy'", acrescentou o oficial, acrescentando que "três escaparam; um deles está conosco".

O comandante das forças militares considerou que este fato "indica claramente que o esforço que estamos realizando é contra todos os chefes (de grupos armados ilegais), sem se importar a qual organização criminosa pertencem".

Um plano semelhante acabou na morte de "Ivan Ríos", como era conhecido Manuel Jesús Muñoz, membro do comando central das Farc que morreu de maneira violenta pelas mãos de um de seus guarda-costas.

Muñoz e sua companheira foram assassinados a tiros por Pablo Montoya, conhecido como "Rojas" e considerado o responsável pela segurança do chefe insurgente.

O assassino cortou a mão direita de Muñoz como prova do crime, recolheu o computador e os documentos de seu superior, e entregou tudo às tropas militares, que depois o deixaram à disposição da Procuradoria. "Rojas" acabou sendo processado pelo crime.

O Governo entregou a Montoya e a outras três pessoas não identificadas uma recompensa de US$ 1,40 milhão. EFE jgh/bm/an

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