Miami, 20 fev (EFE).- Mono Jojoy, chefe militar das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), poderia estar agonizando em um acampamento clandestino da selva colombiana, em consequência de um diabetes crônico, informou hoje o jornal El Nuevo Herald.

O também conhecido como Jorge Briceño Suárez "agoniza incomunicável em seu acampamento das selvas do sul da Colômbia", segundo fontes judiciais consultadas pelo jornal.

De acordo com informação recolhida pelo diário, "há dois anos" o estado de saúde de Mono Jojoy é grave e piorou, e, neste momento, se encontra em uma fase "terminal".

"Está em puros ossos (...). Não tem comida nem remédios e sua gente precisa carregá-lo quando tem que trocá-lo de acampamento", disseram as fontes ao jornal.

Como responsável militar das Farc, Briceño faz parte do secretariado desta guerrilha, cujo fundador e líder máximo, Pedro Antonio Marín ("Manuel Marulanda Vélez" ou "Tirofijo"), morreu em 26 de março de 2008 devido a uma crise cardíaca, segundo o comando central rebelde.

O jornal afirma que Mono Jojoy conta com um plano de segurança de dois círculos ao quais só pertencem veteranos combatentes de sua maior confiança e "muitas mulheres".

Mono Jojoy, prossegue o jornal, guarda em segredo as coordenadas dos lugares onde se esconde, "muito armamento e milhões de dólares e de pesos colombianos em dinheiro", produto, na maior parte, do narcotráfico. EFE emi/an

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