Chefe militar colombiano acredita que as Farc não têm futuro

Bogotá, 12 jul (EFE).- O chefe das Forças Armadas da Colômbia, o general Freddy Padilla, afirmou que o Exército de Libertação Nacional (ELN) engoliu as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e que seu chefe máximo, conhecido como Gabino, está no exterior.

EFE |

Em entrevista publicada hoje pelo jornal "El Espectador", Padilla se referiu à situação atual do ELN, que realizou várias rodadas de diálogo com o Governo do presidente Álvaro Uribe, em Havana, entre 2005 e 2007, que foram fracassadas.

O general, atualmente ministro da Defesa interino, também enviou uma mensagem a Guillermo Leão Sáenz, conhecido como "Alfonso Calo", chefe máximo das Farc: "Dizem que ele é um homem estudioso e inteligente. Se realmente tivesse consciência sobre seus homens saberia que o melhor caminho é a desmobilização".

Sobre "Alfonso Calo" e outros dirigentes da guerrilha, Padilla afirmou que "nenhum tem futuro. Os comandantes das Farc estão acolhendo o programa de desmobilização, desaparecendo com dinheiros da organização e outros foram capturados ou mortos".

"O homem mais importante das Farc era 'Raúl Reyes'. Mais importante que 'Alfonso Calo'. Era quem dirigia as Farc", ressaltou Padilla.

Luis Edgar Devia, conhecido como "Raúl Reyes", era o número dois e porta-voz internacional das Farc, mas foi morto no dia 1º de março de 2008 em um bombardeio militar colombiano a um acampamento da guerrilha em território equatoriano.

Segundo Padilla, esse bombardeio "cumpriu seus objetivos políticos e militares".

Quanto aos "falsos positivos", como as execuções extrajudiciais cometidas por membros dos corpos de segurança do Estado são conhecidas na Colômbia, Padilla disse querer eliminar esse eufemismo.

"Se chamam homicídios de pessoas protegidas. O nome "falsos positivos" gera confusões jurídicas e danifica a imagem do povo colombiano", apontou. EFE mb/pd

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