Chefe máximo das Farc quer diálogo direto com governo colombiano

BOGOTÁ (Reuters) - O novo chefe máximo da maior guerrilha da Colômbia anunciou recentemente aos demais dirigentes do grupo o interesse de estabelecer contato direto com o governo para troca de reféns e uma eventual negociação de paz, em uma mensagem divulgada na terça-feira. A mensagem do número um das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), Alfonso Cano, pede uma mudança de posição devido ao fato de que até poucos meses atrás o grupo rebelde descartava qualquer encontro direto com o governo do presidente Alvaro Uribe.

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'Nossa proposta de nos encontrarmos com o governo para definir os termos de um acordo, continua vigente assim como a decisão de manter comunicação', disse Cano aos demais comandantes do grupo guerrilheiro em um mensagem interna enviada em junho e que foi divulgado terça-feira pelo Canal RCN.

'Persistiremos em nossos esforços para alcançar a paz democrática pelas vias civilizadas do diálogo, assim como fazemos há 44 anos', afirmou.

Cano substituiu a Manuel Marulanda, chamado de 'Tirofijo', o máximo dirigente e fundador das Farc, após a morte dele em março, aparentemente após um ataque do coração.

O comunicado surgiu antes da operação militar do Exército que na semana passada resgatou a ex-candidata presidencial Ingrid Betancourt, a três norte-americanos e a 11 militares que as Farc mantiveram sequestrados no meio da selva por anos.

Não foi possível estabelecer se depois da operação militar Cano mantém a mesma posição.

Os reféns resgatados integravam um grupo de 40 sequestrados que a guerrilha buscava trocar com o governo de Uribe por 500 rebeldes presos.

Ainda estão sob poder das Farc 25 reféns de caracter político e os analistas crêem que a guerrilha perdeu poder de negociação após o resgate.

(Reportagem de Luis Jaime Acosta)

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