Chefe do Pentágono pede maior contribuição da Forças Aérea em conflitos

Washington, 21 abr (EFE).- O chefe do Pentágono, Robert Gates, disse hoje que alguns comandantes militares estão presos a métodos antiquados e se queixou que a Força Aérea não contribui como deveria com as campanhas militares dos Estados Unidos no Afeganistão e no Iraque.

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Gates afirmou que durante meses o Pentágono fez negociações para que a Força Aérea enviasse mais aviões ao Iraque e ao Afeganistão, mas, "pelo fato de haver pessoas presas a métodos antiquados, isto foi como uma extração de molar".

"Além disso, embora em meses recentes esta capacidade (de observação e reconhecimento) tenha sido duplicada ainda não é suficiente", declarou Gates durante um discurso na Base Maxwell no Alabama.

Segundo o jornal "Air Force Times", Gates elogiou a Força Aérea por suas contribuições em geral, mas destacou que os comandantes devem fazer uma contribuição maior com idéias mais criativas sobre a sua ajuda para o esforço da guerra.

Em Maxwell está localizada a sede da Universidade do Ar, componente principal do Comando de Educação e Capacitação Aérea, e é o centro da Força Aérea para Educação Militar Profissional. É ali que também fica a Escola de Instrução de Oficiais.

Embora a Força Aérea tenha desempenhado um papel importante no início das invasões do Afeganistão, em 2001, e do Iraque, em 2003, o maior peso da ocupação e da luta contra os grupos insurgentes recaiu sobre o Exército e o corpo de Fuzileiros Navais.

Desde que o Pentágono esteve sob a direção do antecessor de Gates, Donald Rumsfeld, a Administração Bush promoveu uma maior integração das forças armadas tradicionais com as forças de operações especiais, para uma coordenação mais estreita no campo de batalha.

Na última semana, Gates estabeleceu uma equipe de trabalho "que se ocupará destes problemas nas próximas semanas, pois necessitamos de métodos mais audazes e inovadores para ajudar aqueles que arriscam sua vida no campo de batalha", declarou. EFE jab/bf/fal

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