Chefe do Pentágono diz que não é o momento de deixar o Afeganistão

Washington, 3 set (EFE).- O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Robert Gates, disse hoje que não é o momento de deixar o Afeganistão e insistiu em que a nova estratégia no país apenas começou.

EFE |

Durante uma entrevista coletiva no Pentágono, Gates reconheceu que existe uma crescente rejeição ao conflito entre os americanos, mas ressaltou que, ao contrário do que dizem os críticos, a situação "não está escapando das nossas mãos".

Uma pesquisa publicada na terça-feira pela rede de televisão "CBS" mostra que quatro de cada dez americanos querem que a presença militar no Afeganistão seja menor.

Além disso, menos da metade dos consultados, 48%, aprova o manejo da guerra por parte do presidente dos EUA, Barack Obama. Em abril, esse índice era de 56%.

Hoje, Gates pediu paciência e disse que os americanos não deram tempo para que a estratégia de Obama funcione.

Os EUA anunciaram uma nova estratégia para o Afeganistão em março, cujo objetivo é a luta contra o grupo terrorista Al Qaeda e seus aliados extremistas no Afeganistão e no Paquistão.

"Acho que é importante lembrar que as decisões do presidente sobre esta estratégia foram feitas no final de março", disse Gates, ao lembrar que o novo responsável militar para a região, o general Stanley McChrystal, assumiu seu cargo em junho.

O secretário insistiu em que todas as tropas adicionais aprovadas ainda não chegaram ao Afeganistão, assim como o contingente de civis que Obama quer que ajude no local.

Na segunda-feira, McChrystal enviou ao alto escalão dos EUA e ao secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Anders Fogh Rasmussen, as conclusões de um relatório confidencial no qual avalia a situação na zona.

Segundo a Casa Branca, o relatório de McChrystal não inclui nenhuma recomendação sobre um possível aumento das tropas. EFE tb/bba

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