Chefe do Judiciário do Irã pede libertação dos detidos nas manifestações

Teerã, 27 (EFE).- O chefe do Poder Judiciário do Irã, o aiatolá Mahmoud Hashemi Shahroudi, ordenou hoje libertar nos próximos dias a maior parte dos detidos nas manifestações contra o resultado das eleições presidenciais.

EFE |

Segundo a agência de notícias iraniana "Isna", o porta-voz do Poder Judiciário, Alireza Jamshidi, disse que Shahroudi fez este pedido durante uma reunião hoje com os responsáveis de Justiça em Teerã.

"O aiatolá Hashemi Shahroudi ordenou, durante uma reunião com os responsáveis judiciais para tratar a situação dos detidos pelos últimos eventos, libertar aqueles cujos crimes não são tão importantes", disse Jamshidi.

O chefe do Poder Judiciário também ordenou os responsáveis a tratar as denúncias das pessoas inocentes que foram maltratadas ou agredidas durante as manifestações convocadas pela oposição.

O porta-voz do Judiciário disse também que, atualmente, cerca de 300 pessoas estão presas, e confiou em que este número cairá sensivelmente em poucos dias.

O resultado das eleições presidenciais de 12 de junho, qualificadas de "fraudulentas" pela maioria dos candidatos, provocou grandes manifestações de protesto em Teerã e em outras cidades iranianas, que foram dissolvidas violentamente pela Polícia e pela força Basij, com saldo oficial de 20 mortos e milhares de detidos.

Importantes personagens políticos da linha reformista no Irã, e que tinham apoiado a candidatura de Mir Hussein Moussavi contra o atual presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, pediram durante as últimas semanas a libertação dos detidos.

O ex-presidente iraniano e atual chefe do Conselho de Discernimento, o aiatolá Ali Akbar Hashemi Rafsanjani, falou durante o sermão da sexta-feira passada, em Teerã, sobre a necessidade de devolver a confiança ao povo, deteriorada durante e depois das eleições.

Rafsanjani também pediu a libertação de todos os presos dos eventos após as eleições e a indenização às vítimas como uma solução para sair da "crise" no Irã. EFE msh/an

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