Chefe do Governo regional de Madri conta como escapou de atentados na Índia

Madri, 27 nov (EFE).- A chefe do Governo da região de Madri, Esperanza Aguirre, relatou hoje os momentos dramáticos que viveu na noite da última quarta no Hotel Oberoi da cidade indiana de Mumbai, que foi atacado por terroristas e de onde saiu descalça e pisando em sangue.

EFE |

"Demorei a perceber o que estava acontecendo", explicou Aguirre à imprensa pouco após retornar a Madri.

O ministro do Interior espanhol, Alfredo Pérez Rubalcaba, confirmou hoje que a maioria dos empresários espanhóis surpreendidos pela série de atentados em Mumbai está bem.

No entanto, dois continuam reféns no Hotel Oberoi, pois um deles, Francisco Garrote, deixou o local e já está com a Polícia indiana, informaram à Agência Efe fontes da Embaixada da Espanha em Nova Délhi.

Garrote estava no 21º andar do prédio, enquanto os outros dois continuam trancados em um quarto.

Um deles é o diretor de Construção Internacional da Isolux Corsan, Alvaro Rengifo Abad, enquanto a identidade do outro empresário não foi divulgada, mas se sabe que trabalha para a Ferrovial.

Segundo a emissora "NDTV", há quase 100 pessoas presas no Hotel Oberoi, das quais entre 30 e 40 poderiam estar sendo mantidas reféns. O Governo do estado de Maharashtra, cuja capital é Mumbai, disse que pode haver entre 10 e 15 terroristas no interior do prédio.

Após dizer que não chegou a ver "nenhum terrorista", contou que ao ouvir os primeiros sons dos tiros pensou que "eram vidros que tinham caído" no chão.

"Depois fomos protegidos pelos funcionários do hotel, mas ninguém nos dizia do que se tratava", acrescentou Aguirre, que narrou como todas as pessoas que se encontravam na recepção do hotel tinham deixado o estabelecimento conduzidas pelos empregados até a porta.

Contou também que ela foi uma das últimas pessoas a se inteirar sobre o que acontecia, pois ao chegar ao hotel se encontrou com um amigo de infância que estava em Mumbai para repatriar o corpo de seu irmão.

Aguirre e seu amigo se protegeram debaixo do balcão da recepção e saíram do hotel com a ajuda de funcionários.

"Eu não vi nenhum terrorista, nem sabia que eram terroristas até ler na imprensa internacional", declarou Aguirre, que contou que viu poças de sangue e que teve que andar "descalça" já que uma de suas sandálias arrebentou.

Confessou que o pior momento que passou foi quando, já no carro que a levou até o aeroporto, se encontraram "com um imenso engarrafamento", causado pela explosão de um carro-bomba perto do terminal de vôos domésticos.

Aguirre chegou na última segunda à Índia acompanhada de uma delegação de empresários, a maioria dos quais continua no país.

O Governo espanhol fretou um avião que parte hoje de Madri para buscá-los.

Aguirre brincou ao dizer que estes dias do ano são perigosos para ela, já que em 1º de dezembro completarão três anos que sofreu um acidente de helicóptero, do qual também saiu ilesa, juntamente com o presidente do Partido Popular (PP), Mariano Rajoy, líder da oposição na Espanha.

Um grupo terrorista lançou uma série de ataques ontem em Mumbai, centro financeiro da Índia, com granadas, tiroteios, explosões, invasão de hotéis e fazendo reféns, ação que resultou na morte de mais de 100 pessoas. EFE mlg/wr/fal

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