Caracas, 15 abr (EFE).- A nova chefe do Governo de Caracas, Jaqueline Faría, escolhida pelo presidente venezuelano, Hugo Chávez, afirmou hoje que a jurisdição do cargo se limita a um dos cinco municípios caraquenhos, e que a Prefeitura Metropolitana manterá sua função de coordenação de todas elas em várias áreas.

O prefeito metropolitano de Caracas, o opositor Antonio Ledezma, reiterou hoje a denúncia de que o novo cargo tira atribuições que são suas por lei e é uma "violação" à Constituição Bolivariana de 1999.

O chefe do Governo de Caracas "terá como perímetro de ação exclusivamente o município de Libertador, e, para isso, a Assembleia Nacional lhe deu 16 competências", declarou Faría, nomeada na terça à noite por Chávez, segundo a "Agencia Bolivariana de Noticias" ("ABN").

"Uma vez esclarecidas as competências, iremos à discussão com a Prefeitura Metropolitana, porque há algumas que residiam ali e que deverão ser transferidas rapidamente", acrescentou a nova autoridade caraquenha e destacada dirigente governista.

Faría afirmou que a Prefeitura Metropolitana "será um órgão coordenador e supervisor de todos os serviços em redes que devem ser atendidos nos cinco municípios" de Caracas em áreas como "transporte, vias urbanas e meio ambiente, entre outros".

"(A Prefeitura Metropolitana) terá que velar e supervisionar todos os serviços para que os habitantes da capital tenham uma melhor qualidade de vida, a nova vida socialista", afirmou Faría.

A nova líder argumentou que a designação presidencial de um "chefe do Governo de Caracas" era necessária porque o Distrito Capital "é um espaço de risco, por ser a sede dos poderes públicos", entre eles a sede do Governo. EFE gf/db

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