Chefe do FMI defende intervenção para combater crise

O diretor do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, disse que será necessária uma intervenção governamental a nível global para combater a atual crise de crédito nos mercados financeiros. Eu realmente acredito que a necessidade de intervenção pública está se tornando mais evidente, disse Strauss-Kahn em entrevista ao jornal britânico Financial Times.

BBC Brasil |

Segundo o diretor do FMI, a intervenção poderia ocorrer no mercado de ações, no mercado imobiliário ou no setor bancário e funcionaria como uma "terceira linha de defesa", dando suporte às políticas monetária e financeira adotadas por cada país.

A proposta foge à tradicional política defendida pelo FMI de pouca interferência dos governos nos mercados.

As autoridades, principalmente nos Estados Unidos, têm adotado medidas agressivas para manter a liquidez nos mercados, mas têm evitado intervir no sistema financeiro.

As únicas exceções foram a venda do bando de investimentos americano Bear Stearns ao JP Morgan, orquestrada pelo Federal Reserve, o banco central americano, e o resgate do banco Northern Rock pelo governo britânico.

Emergentes
Strauss-Kahn rejeitou a noção de que a crise é, principalmente, um problema americano.

"A crise é global", disse ele. Para Strauss-Kahn, países emergentes como China e Índia devem também ser afetados.

E acrescentou que o FMI irá, nesta semana, reduzir a previsão para o crescimento global.

Os comentários de Strauss-Kahn foram feitos dias antes de um encontro do Fundo e do Banco Mundial que reunirá, em Washington, ministros da Fazenda e presidentes de bancos centrais e discutirá a crise de crédito nos mercados.

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