Chefe do Fed defende novo pacote de estímulo nos EUA

O presidente do Federal Reserve (banco central dos Estados Unidos), Ben Bernanke, disse nesta segunda-feira que é favorável ao lançamento de um novo pacote de estímulo à economia americana, para combater os efeitos da atual crise financeira. Como a possibilidade de que a economia permaneça fraca por vários trimestres, e com o risco de desaquecimento duradouro, a análise de um pacote fiscal pelo Congresso neste momento parece apropriada, disse Bernanke em uma reunião da comissão de orçamento da Câmara dos Representantes (deputados federais), em Washington.

BBC Brasil |

Para Bernanke, qualquer pacote do governo teria que surtir efeito rapidamente para incentivar consumidores e empresas a aumentarem os gastos e ajudarem a economia durante o período de desaceleração.

"Se o Congresso implantar um pacote fiscal, deve considerar a inclusão de medidas para ajudar a melhorar o acesso ao crédito para consumidores, compradores de imóveis, empresas e outros", disse.

"Estas ações podem ser particularmente eficazes para promover o crescimento econômico e criação de empregos."
Recessão
Em fevereiro, o governo americano aprovou um pacote de estímulo à economia de US$ 168 bilhões.

Ele não tem relação com o pacote de US$ 700 bilhões aprovado há pouco mais de duas semanas para ajudar empresas afetadas pela crise financeira.

O presidente do Fed afirmou que o pacote de estímulo iria limitar o impacto em longo prazo do déficit orçamentário do governo, que bateu recorde no último ano fiscal.

Muitos analistas prevêem um encolhimento da economia dos Estados Unidos ainda em 2008 e no início de 2009. Este evento se encaixaria na definição clássica de recessão - que corresponde a dois trimestres de crescimento negativo.

Mas, alguns economistas acreditam que a economia americana já está em recessão.

Bernanke, entretanto, evitou usar o termo ao descrever a situação enfrentada pelos Estados Unidos.

"Nós estamos em uma desaceleração muito séria que tem conseqüências muito sérias para as pessoas. Se isso se chama recessão ou não, não importa", disse.

Para o presidente do Fed, a crise vai forçar o governo dos Estados Unidos a tomar decisões mais difíceis.

"Qualquer ação fiscal, inevitavelmente, envolve vantagens e desvantagens, não apenas entre as necessidades atuais e os objetivos, mas também porque os compromissos e recursos de hoje podem significar uma carga para as futuras gerações", afirmou.

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