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Chefe do Fed alerta para riscos econômicos significativos nos EUA

O presidente do Fed (Federal Reserve Bank, o banco central americano), Ben Bernanke, voltou a advertir nesta terça-feira que a economia americana vive um momento de dificuldades e enfrenta desafios e riscos significativos. Em uma audiência no Senado americano, Bernanke afirmou que os aumentos dos preços dos alimentos e dos combustíveis continuam alimentando o risco de inflação.

BBC Brasil |

Segundo Bernanke, até o final de 2008, a economia americana vai crescer "substancialmente abaixo sua taxa" desejável e, "devido ao alto grau de incerteza", o Fed vai ter que avaliar com cuidado suas próximas decisões.

Em junho, o banco central americano encerrou uma seqüência de quedas na taxa básica de juros, que já durava quase um ano, devido ao aumento do temor em relação à inflação nos Estados Unidos.

Sistema "sólido"
Em uma coletiva em Washington, o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, procurou minimizar as preocupações com o estado da economia americano e disse ser "um otimista".

"Acredito que há muitas coisas positivas para nossa economia", afirmou. "Mas, vou dizer a vocês, (a economia) não está crescendo como deveria, e sinto muito que as pessoas estão pagando esse preço alto pela gasolina."
"Acho que o sistema é basicamente sólido. Eu realmente acredito nisso. Entendo que há muito nervosismo, e a economia está crescendo, a produtividade é alta, o comércio está em alta. Não é tão bom como gostaríamos - e iremos agir à medida que encontrarmos franqueza."
Bush pediu ao Congresso que aprove as medidas propostas pelo governo para ajudar as duas principais agências hipotecárias americanas, a Fannie Mae e a Freddie Mac, que enfrentam grandes dificuldades financeiras.

O presidente quer que o Congresso autorize um aumento temporário das linhas de crédito para as duas empresas e permita que o governo compre ações delas. Por sua vez, o Fed propôs ceder às companhias empréstimos de emergência.

Varejo
As declarações de Bernanke e Bush foram feitas no mesmo dia em que o Departamento de Comércio americano divulgou dados das vendas do varejo em junho, um dos principais indicadores do aquecimento da economia.

No mês passado, as vendas cresceram 0,1%, menos do que o esperado, refletindo especialmente o desempenho da indústria automobilística.

As montadoras tiveram em junho o pior mês em dois anos e meio, registrando uma queda de 3,3%. Economistas atribuem a queda ao aumento dos preços dos combustíveis e ao enfraquecimento generalizado da economia.

Uma das empresas mais afetadas foi a montadora que mais vende nos Estados Unidos, a General Motors, que nesta terça-feira anunciou um grande plano de reestruturação, incluindo um corte de 20% nos gastos com salários e a venda de ativos no valor de US$ 4 bilhões.

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