Chefe do Exército sugere dissolução do Parlamento contra crise na Tailândia

BANGCOC - O chefe do Exército da Tailândia, Anupong Paochinda, sugeriu nesta quarta-feira que a solução para a profunda crise vivida no país é a dissolução do Parlamento, e pediu aos manifestantes que abandonem os protestos.

Redação com agências internacionais |

O general Paochinda, que na véspera reiterou que o Exército não dará um golpe de Estado, fez estas declarações à imprensa, em Bangcoc, enquanto os manifestantes contra o governo continuam controlando o aeroporto internacional da capital tailandesa.

Nesta quarta-feira, manifestantes se apoderaram da torre de controle do aeroporto internacional de Bangcoc.

"A Aliança (do Povo para a Democracia) tomou o controle totalmente do aeroporto de Suvarnabhumi, por isso a partir de agora qualquer avião que queira decolar ou aterrissar terá de nos pedir permissão", anunciou à imprensa Chaiwat Sinswuwong, um dos líderes do protesto.

Violência

Pelo menos oito pessoas ficaram feridas em cinco explosões registradas esta madrugada nos aeroportos de Suvarnabhumi e Don Muang, tomados por centenas de manifestantes antigovernamentais desde a terça-feira.

AP

Manifestantes tomaram aeroportos da Tailândia

Três pessoas ficaram feridas em três explosões no Aeroporto Internacional de Suvarnabhumi, o principal de Bangcoc.

Outra explosão deixou dois feridos no aeroporto de Don Muang, situado cerca de 30 quilômetros ao norte de Bangcoc e sede provisória do Governo desde que os manifestantes da Aliança ocuparam a sede oficial, em 26 de agosto.

Mais três pessoas ficaram feridas na explosão de duas granadas lançadas contra um grupo de seguidores do governo concentrado em uma estrada próxima a Don Muang.

Ação dramática

O correspondente da BBC em Bangcoc Jonathan Head disse que a manifestação - fechando a entrada para a indústria de turismo, vital para o país - é a ação mais dramática já realizada pela oposição.

Inicialmente, os líderes do protesto esperavam interceptar o primeiro-ministro Somchai Wongsawat, que está para voltar de uma viagem para fora do país, mas o vôo será transferido para outro aeroporto.

Agora, o PAD diz que vai manter o aeroporto fechado até que Somchai renuncie.

O movimento tenta impedir que o ex-primeiro-ministro Thaksin Shinawatra, que vive atualmente na Grã-Bretanha, volte à vida política do país e acusam o atual governo de ser corrupto e hostil com a monarquia .

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