Chefe do Exército dos EUA defende envio de mais tropas ao Afeganistão

O chefe do Comando Conjunto Central do Exército dos Estados Unidos, o general David Petraeus, defendeu nesta terça-feira o envio de mais 20 mil militares americanos ao Afeganistão até setembro de 2009.

EFE |

Petraeus, que se reuniu em Roma com o chefe do governo italiano, Silvio Berlusconi, e com o ministro da Defesa do país, Ignazio La Russa, apoiou a proposta do comandante da Força Internacional de Assistência à Segurança (Isaf), David McKiernan, de aumentar o número de militares dos Estados Unidos no Afeganistão.

O general americano assegurou já ter comentado ao governo dos EUA sobre a reivindicação de McKiernan, que, em entrevista ao jornal americano "USA Today", abordou a "necessidade de aumentar" em 2009 as tropas americanas dos atuais 32 mil soldados para cerca de 60 mil.

Sobre a possibilidade de que o resto dos países aliados aumente também sua presença militar no Afeganistão, Petraeus disse que isso é algo que só compete à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

Em seu encontro com o general americano, La Russa anunciou que a Itália enviará mais soldados para a formação das forças de segurança afegãs - que passarão, assim, de quatro a sete treinadores italianos -, pois ele e Petraeus apostaram na maior cooperação civil-militar no Afeganistão.

"Nossa intenção é acelerar o processo de 'afeganização', o que comporta um aumento das pessoas destinadas ao treinamento", disse La Russa.

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