Chefe do Estado-Maior dos EUA questiona futuro do F-22

O chefe do Estado-Maior das Forças Americanas, almirante Michael Mullen, revelou nesta quarta-feira suas dúvidas sobre o futuro do avião de combate F-22, diante de uma crise econômica que exigirá cortes no orçamento do Pentágono.

AFP |

"É importante para todos a redução de nossos orçamentos", disse Mullen, acrescentando que "sobre o F-22, a questão não é se precisamos, porque já o temos, mas de quantos vamos precisar no futuro. O que me preocupa é que trata-se de um sistema bem caro".

A Força Aérea pediu mais 60 exemplares do F-22, após encomendar 183. O programa deste caça-bombardeiro de supremacia aérea, conhecido por Raptor, já custou mais de 65 bilhões de dólares, o que representa um custo unitário superior a 350 milhões.

O F-22, projetado por Lockheed Martin e Boeing durante a Guerra Fria, é criticado por vários especialistas (entre eles o secretário da Defesa, Robert Gates) por não estar adaptado à guerra regional, como as campanhas dos Estados Unidos no Iraque e no Afeganistão.

A Força Aérea defende o programa diante da possibilidade de conflitos convencionais contra países como a China.

dab/LR

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