Chefe do Comando Sul dos EUA visita Colômbia para reunião militar

Bogotá, 1 ago (EFE).- O chefe do Comando Sul dos Estados Unidos, general Douglas Fraser, iniciou hoje uma visita à Colômbia para participar de uma reunião de vários comandantes militares da América Latina na cidade de Cartagena, no momento em que Washington e Bogotá negociam um polêmico acordo militar.

EFE |

Fraser chegou ontem à noite a Bogotá e hoje manterá uma reunião com o comandante das Forças Militares da Colômbia, general Freddy Padilla, e depois com os chefes militares de vários países da região.

A agenda do oficial americano na Colômbia é mantida em meio a absoluta reserva, mas, durante os dias em que permanecer no país, devem ser analisados os termos do acordo para que militares dos EUA possam usar de três a até sete bases das Forças Armadas da Colômbia.

Na cúpula de chefes de Estado da União de Nações Sul-Americanas (Unasul), prevista para 10 de agosto em Quito e que não terá a presença do presidente colombiano, Álvaro Uribe, o Conselho de Defesa Sul-Americano deve se reunir para analisar o acordo que está sendo negociado entre Bogotá e Washington.

Bogotá e Quito não têm laços diplomáticos desde março de 2008 devido ao bombardeio colombiano a um acampamento que as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) tinha instalado do lado equatoriano da fronteira.

Mas, além disso, desde terça-feira, as relações comerciais entre Colômbia e Venezuela estão congeladas por decisão do Governo de Caracas, que respondeu, assim, a um pedido de explicações colombiano diante da descoberta em poder das Farc de três lança-foguetes vendidos pela Suécia às Forças Armadas venezuelanas em 1988.

O Governo venezuelano vinculou sua nova crise com a Colômbia ao acordo que esse país está negociando com Washington para permitir aos EUA o uso de bases militares em seu território, já que considera isso uma "ameaça".

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a chefe de Estado chilena, Michelle Bachelet, expressaram na quinta-feira, em São Paulo, sua preocupação com o acordo militar entre EUA e Colômbia, e pediram uma reunião do Conselho de Defesa Sul-Americano para analisar esse tema, paralelo à cúpula da Unasul. EFE fer/an

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