Chefe de missão de paz diz que violência diminuiu em Darfur

Nações Unidas, 6 ago (EFE).- O chefe militar da missão de paz que a ONU e a União Africana (UA) mantêm em Darfur (Unamid), o general nigeriano Martin Luther Agwai, afirmou hoje que a violência diminuiu nesta região ocidental do Sudão, embora não haja uma paz a ser mantida.

EFE |

Em entrevista coletiva nas Nações Unidas, Agwai, que em setembro entregará o comando da missão ao general ruandês Patrick Nyamvumba, comentou o desempenho dos militares desde que chegaram a Darfur em janeiro de 2008.

"Acho que, em geral, fizemos um bom trabalho. Não patrulhamos tanto quanto gostaríamos, mas fazemos a diferença em nossa relação com a população", disse.

Segundo o general, as mortes, agressões e estupros contra a população civil diminuíram nestes 19 meses de presença da ONU em Darfur.

"Aumentou o número de pessoas que saem dos campos de refugiados para plantar nos campos das localidades que tiveram que abandonar, o que demonstra que há uma sensação maior de segurança", ressaltou.

Unidades da Unamid mantêm uma presença quase constante nos campos de deslocados internos, patrulham as áreas mais violentas e acompanham as mulheres que saem para buscar lenha ou outros artigos de primeira necessidade.

Além disso, cultivaram uma relação com o Exército e os vários movimentos rebeldes contrários ao Governo de Cartum, o que permitiu que alguns deixassem as armas ou eliminassem os menores de idade de suas fileiras, explicou Agwai.

Foi essa relação, ressaltou, que ajudou a evitar o aumento das tensões quando, em março, o Tribunal Penal Internacional (TPI) emitiu uma ordem de detenção contra o presidente sudanês, Omar al-Bashir.

Sem querer entrar em polêmica, o general admitiu que a ação do tribunal internacional não ajudou a "suavizar" o estagnado processo de paz promovido pela ONU e a UA. EFE jju/sc

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