Chefe de migração que deportou cônsul do Brasil é restituído em Honduras

Tegucigalpa, 30 jan (EFE).- O presidente de Honduras, Porfirio Lobo, ordenou hoje a restituição do diretor de Migração, general Nelson Willy Mejía, destituído nesta sexta-feira por impedir, por um erro, que a cônsul do Brasil, Francisca Francinette Melo, que foi deportada, entrasse no país.

EFE |

"A Chancelaria iniciou as ações correspondentes", disse Lobo a jornalistas em Tegucigalpa, após se despedir o presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, que chegou a Honduras em uma visita de três horas para reiterar seu apoio ao novo Governo do país.

Outra fonte da Casa Presidencial disse à Agência Efe que "aparentemente o erro veio de um funcionário de Relações Exteriores, mas o erro foi concertado".

O ministro de Governo (Interior), Áfrico Madri, informou ontem que "em virtude deste tratamento indigno em relação à diplomata do Brasil se tomou a decisão de destituir Nelson Willy Mejía como diretor de Migração".

Madri também disse que o Governo de Lobo se desculpou com o Brasil pelo incidente.

Francisca chegou na sexta-feira em um voo comercial ao Aeroporto Internacional de Toncontín, de Tegucigalpa, mas funcionários da Migração a impediram de entrar e imediatamente a deportaram.

"Esta pessoa era a cônsul da República do Brasil credenciada em Honduras, ela foi deportada para os Estados Unidos", disse o ministro de Governo, de quem depende a Direção de Migração e de Estrangeiros.

O Brasil foi um dos primeiros países que suspendeu suas relações com Honduras após o golpe de Estado a Zelaya, que deixou a delegação diplomática do país no último dia 27, com um salvo-conduto concedido por Lobo, que assumiu o poder nesse mesmo dia para um período de quatro anos. EFE gr/ma

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