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Chefe de junta no Níger é nomeado chefe de Estado para período de transição

Niamey, 22 fev (EFE).- O comandante Salou Djibo, chefe da junta militar que tomou o poder no Níger após o golpe de Estado de quinta-feira passada, foi nomeado chefe de Estado e Governo durante um período de transição para criar novas instituições no país.

EFE |

Em comunicado lido pela rádio estatal esta noite, o autodenominado Conselho Supremo para a Restauração da Democracia (CSRD), formado pelo grupo de oficiais que liderou a tomada do Palácio Presidencial, informou que Djibo "exercerá as funções de chefe de Estado e de Governo".

Segundo a nota, essa decisão se refere à "organização de poderes e à criação de novas instituições durante o período de transição", mas não diz a duração desse período.

O novo chefe do Estado ficará encarregado de nomear os diferentes ministros e de criar um órgão encarregado de elaborar um novo Código Penal e uma nova Constituição, que será submetida a plebiscito popular, segundo o CSRD.

Os militares golpistas derrubaram o presidente nigerino, Mamadou Tandja, após tomar o Palácio Presidencial na quinta-feira passada durante um Conselho de Ministros extraordinário.

Após reter Tandja e membros de seu Governo, os golpistas decretaram o toque de recolher, suspenderam as garantias constitucionais e fecharam as fronteiras do país.

No domingo, os autores do golpe de Estado deram garantias sobre o retorno à ordem constitucional e prometeram a elaboração de uma nova lei fundamental, mas não deram uma data para tanto, segundo os membros da missão conjunta da ONU, da União Africana (UA) e da Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (Cedeao) enviados para Niamey, a capital do Níger.

Embora alguns ministros capturados no dia do golpe foram já tenha sido libertados, Tandja continua retido em um quartel militar nos arredores da capital. EFE io-jg/bba

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