Chefe de Inteligência do Exército equatoriano é demitido

Quito, 3 abr (EFE).- O Coronel Mario Raúl Pazmiño Silva, diretor de Inteligência do Exército equatoriano, foi demitido de seu cargo por causa de erros relativos à investigação da morte de Franklin Aisalla, em um acampamento das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), confirmou hoje uma fonte do Ministério da Defesa.

EFE |

A fonte indicou que o ministro da Defesa equatoriano, Wellington Sandoval, pediu ao Conselho Superior de Generais da Força Terrestre para que colocasse Pazmiño à disposição do Ministério da Defesa, o que equivale a atribuir-lhe novas funções, que não foram reveladas.

Também não foi informado quem substituirá Pazmiño no cargo.

Em um breve comunicado de imprensa, o Ministério da Defesa assinala que a decisão de Sandoval se deve aos problemas suscitados por causa dos inconvenientes com a Colômbia, e pela demora na transmissão de informações oportunas sobre a morte de Aisalla.

O afastamento de Pazmiño ocorre cinco dias depois que o presidente Rafael Correa o criticou por não obter informações acerca das investigações da Polícia sobre o equatoriano Franklin Aisalla, suspeito de ter relações com as Farc.

Aisalla morreu em 1º de março, em uma operação militar colombiana contra um acampamento das Farc no Equador, na qual também faleceu o "número dois" do grupo guerrilheiro, conhecido como "Raúl Reyes".

Correa soube das investigações sobre Aisalla por meio da imprensa local, poucos dias após a comprovação do falecimento de um equatoriano nesse acampamento.

Após a divulgação da identidade do falecido, Sandoval revelou que o Exército o investigou por sua suposta ligação com as Farc entre 2003 e 2005, ano no qual passou o caso à Polícia, que até o momento não se pronunciou oficialmente a esse respeito.

A Justiça do país também tem aberto um outro processo contra Aisalla, movido após sua detenção, em 2007, rondando a casa do então ministro da Energia Alberto Acosta, atual presidente da Assembléia Constituinte do país. No momento em que foi detido, Aisalla carregava material propagandístico das Farc. EFE sm/gs

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