Chefe de gabinete diz que Governo de Obama priorizará criação de emprego

Washington, 9 nov (EFE) - O congressista Rahm Emanuel, nomeado por Barack Obama como chefe de gabinete e que deve ser figura de peso do novo Governo dos Estados Unidos, disse hoje que a economia, a criação de empregos e a redução dos impostos à classe trabalhadora serão as prioridades do futuro presidente.

EFE |

Em entrevista ao programa "This Week" do canal "ABC", Emanuel se referiu à difícil situação na qual mais de dez milhões de americanos que estão desempregados se encontram, e afirmou que "os cidadãos precisam imediatamente de ajuda para salvar sua economia".

Neste ano, a economia americana eliminou 1,2 milhão de empregos e a taxa de desemprego se situou em 6,5%.

O futuro chefe do Gabinete de Obama, que assumirá a Presidência em 20 de janeiro, disse que essa Administração estará a serviço dos cidadãos, por isso "a economia será a prioridade" e será centrada, sobretudo, no apoio à classe média.

"A classe média deve ser o foco da estratégia econômica", afirmou Emanuel, que lamentou que a média da renda das famílias tenha diminuído nos últimos oito anos, devido à inflação e ao elevado preço de serviços essenciais como a educação, a energia e o atendimento de saúde.

Segundo ele, o Congresso deveria aprovar um plano a curto prazo para ampliar o seguro-desemprego e ajudar os estados a pagar os custos do atendimento de saúde.

Emanuel explicou que a nova Administração realizará sua política fiscal, que inclui um aumento dos impostos para os cidadãos com renda superior a US$ 250 mil ao ano, e uma redução para 95% dos trabalhadores americanos.

"Não pode haver uma economia forte, sem uma classe média forte", disse.

Emanuel considerou que para conseguir estes objetivos também será necessário dar um impulso à indústria automobilística, da qual dependem milhares empregos no país, e pediu ao Congresso que aprove a ajuda de US$ 25 bilhões que as fabricantes solicitaram esta semana.

Ele afirmou que Obama pediu à sua equipe para analisar as diferentes vias para ajudar a salvar a indústria automobilística, que considerou "parte central" da economia americana.

Embora a economia seja um pilar desta Administração, ele disse que Obama não se esquece dos compromissos que contraiu na campanha e, assim que assumir o cargo, quer tomar uma série de medidas imediatas para ampliar a cobertura sanitária, reformar a política energética e aumentar o acesso à educação.

Além disso, fez um apelo aos republicanos e aos outros partidos para que trabalhem unidos para superar a crise e que enfrentem os desafios que a próxima Administração deverá encarar.

"Os desafios que temos para enfrentar em matéria de segurança e na economia são suficientemente grandes" para que os dois partidos trabalhem juntos, assim como com os demais partidos, disse Quando a campanha termina, "começa o trabalho para solucionar os problemas do país", acrescentou.

Enquanto isso, os democratas esperam que esta semana terminem as dúvidas sobre quem serão os escolhidos para fazer parte do Governo de Obama.

Segundo a "CNN", o senador John Kerry, que apoiou a candidatura de Obama nas primárias quando o democrata concorreu com a senadora Hillary Clinton, é um nome cotado para o cargo de futuro secretário de Estado.

Também começam a avaliar os nomes dos que ocuparão os postos mais difíceis do Governo dadas as circunstâncias que o país atravessa, como o do Secretário do Tesouro, cargo para o qual um dos cotados é o ex-presidente do Federal Reserve (Fed, banco central americano) Paul Volcker. EFE elv/ab/db

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