Chefe de gabinete de Obama se desculpa por declarações do pai sobre árabes

Washington, 13 nov (EFE) - Rahm Emanuel, nomeado pelo presidente eleito Barack Obama como chefe de gabinete, pediu hoje desculpas a um influente grupo árabe-americano pelos comentários sobre os árabes feitos por seu pai. Nascido em Chicago em 1959, Emanuel é filho de um sionista israelense de origem russa e serviu como voluntário civil no Exército de Israel durante a Guerra do Golfo em 1991. Seu pai, Benjamin Emanuel, discutiu recentemente o impacto do cargo do filho nas relações entre Estados Unidos e Israel. Obviamente, exercerá influência sobre o presidente para que seja pró-Israel. Por que não deveria fazê-lo? Por acaso é árabe? Não vai se dedicar a limpar o chão da Casa Branca, disse o pai de Emanuel ao jornal israelense Maariv, de acordo com uma notícia divulgada hoje pelo jornal The New York Times.

EFE |

O Comitê Árabe-Americano contra a Discriminação enviou uma carta de protesto a Emanuel com cópia a Obama na qual lhe pede que renegue publicamente desses comentários.

Emanuel, atualmente chefe do grupo parlamentar democrata na Câmara de Representantes, pediu hoje desculpas publicamente, segundo informou uma porta-voz.

"O legislador Emanuel ligou hoje para Mary Rose Oakar, presidente do Comitê Árabe-Americano contra a Discriminação, para pedir desculpas em nome da família e oferecer se reunir com representantes da comunidade árabe-americana em um momento adequado no futuro", disse Nick Papas, porta-voz do congressista.

A nomeação de Emanuel recebeu uma fria acolhida no mundo árabe.

"Para os milhões de árabes que expressaram felicidade perante a monumental vitória de Obama, a nomeação (de Emanuel) foi como um balde de água fria", escreveu na quarta-feira o comentarista Osama al-Sharif no periódico "Arab News".

Outras publicações do mundo árabe, como o jornal marroquino "Al-Messa", expressaram semelhantes pontos de vista nos últimos dias.

No Irã, a publicação em língua inglesa "Kayhan International" descreveu o congressista judeu de Illinois como "um sionista com vínculos familiares profundos com Israel". EFE tb/db

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