Chefe de gabinete de Obama diz que economia será prioridade do Governo

Washington, 9 nov (EFE) - Rahm Emanuel, nomeado pelo presidente eleito Barack Obama como chefe de gabinete, disse hoje que revitalizar a economia será a prioridade da nova Administração dos Estados Unidos.

EFE |

"Estamos em um momento delicado, pela primeira vez em quatro décadas haverá uma transferência de Governo com duas guerras abertas" e quando "há uma grande crise econômica que afeta milhões de cidadãos", disse Emanuel no programa matutino "This Week", transmitido pelo canal de televisão "ABC".

Emanuel reconheceu a difícil situação que os cerca de dez milhões de americanos que perderam seus trabalhos no último ano enfrentam e afirmou que "os cidadãos necessitam imediatamente de ajuda para salvar sua economia".

O futuro chefe de gabinete de Obama disse que esta Administração estará a serviço dos cidadãos, por isso "a economia será a prioridade", e será centrada, sobretudo, no apoio à classe média, como disseram os democratas durante a campanha.

"Não pode haver uma economia forte, sem uma classe média forte", disse.

Ele afirmou que, para isso, a Administração de Obama se centrará em duas ações: dar trabalho à população na reconstrução das estradas, das escolas e da infra-estrutura básica e reduzir os impostos da classe média.

Outros pontos do plano para revitalizar a economia serão o setor automobilístico, que ele considerou "parte central" da economia americana, e a política energética para reduzir a dependência dos EUA do petróleo.

Emanuel também fez referência a outras áreas nas quais a próxima Administração trabalhará, como o sistema sanitário e a educação, e estendeu uma mão aos republicanos para que trabalhem juntos, no mesmo tom que Obama usou nos últimos dias.

Ele afirmou que os desafios que o país tem para enfrentar "em matéria de segurança e na economia são suficientemente grandes" para que os dois partidos trabalhem juntos, assim como com os demais partidos.

Quando a campanha termina, "começa o trabalho para solucionar os problemas do país", acrescentou. EFE elv/ab/db

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