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Chefe de Estado italiano se nega a assinar decreto urgente sobre Eluana

ROMA - O chefe de Estado italiano, Giorgio Napolitano, se negou nesta sexta-feira a assinar o http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2009/02/06/aprovado+decreto+lei+que+proibe+eutanasia+na+italia+3887945.html target=_topdecreto de urgência adotado pelo governo para impedir a alimentação de Eluana, que se encontra em coma há 17 anos e cuja família obteve por via judicial o direito de realizar eutanásia.

Redação com agências internacionais |

"O texto aprovado não supera as objeções de inconstitucionalidade indicadas, e o presidente considera que não pode aprová-lo", anuncia uma nota oficial da presidência da República.

Napolitano já havia anunciado que se oporia ao decreto de Silvio Berlusconi.

Em uma carta enviada a Berlusconi, cujos trechos foram divulgados pela agência Ansa, o presidente explicava que não acha que esse assunto tenha um "caráter urgente" que justifique a adoção de um decreto-lei.

Sem a assinatura do chefe de Estado, o decreto-lei não pode entrar em vigor.

Entenda o caso

A jovem foi levada na terça-feira passada para uma clínica de Udine, que aceitou suspender a alimentação dela. Mas o governo de direita busca um meio de impedir tal iniciativa.

Eluana Englaro se encontra em estado vegetativo desde que sofreu um acidente de carro que a deixou um coma em janeiro de 1992. Seu caso suscitou uma intensa batalha judicial e política que já dura mais de 10 anos.

Em um editorial nesta sexta-feira, o jornal da Conferência Episcopal Italiana Avvenire pede a adoção de uma medida para salvar a vida de Eluana.

A Igreja italiana, apoiada pelo papa Bento 16, pronunciou-se em diversas ocasiões para que não se interrompa a alimentação da jovem, classificando-a de "eutanásia inaceitável".

Vários políticos de direita e autoridades políticas regionais pressionam o governo para que impeça os médicos de agir, enquanto que representantes da esquerda apelam para que "deixem em paz" a família da jovem.

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