Chefe de Estado da Mauritânia reitera combate a ex-governantes

Nuakchott, 19 nov (EFE).- O presidente do Alto Conselho de Estado da Mauritânia, general Mohammed Ould Abdel Aziz, reiterou hoje sua intenção de prosseguir o combate contra a desordem na gestão, após a detenção de antigas autoridades do Governo.

EFE |

Os detidos são vários responsáveis da sociedade Air Mauritanie e da administração do Programa Especial de Intervenção (PSI, em francês), nomeados pelo ex-presidente mauritano Sidi Mohammed Ould Cheikh Abdallahi, deposto em agosto, para reduzir o impacto da alta dos preços dos produtos de primeira necessidade.

Em declarações à imprensa, Abdel Aziz acrescentou que "os bens do Estado são propriedade do povo e não devem ser, portanto, objeto de desvio por parte de algumas pessoas".

A respeito da questão da Air Mauritanie, Abdel Aziz disse que "500 famílias perderam sua fonte de renda e se viram na rua por causa dos atos de apenas três ou quatro pessoas".

No caso do PSI, o general disse que o Estado gastou este ano vários bilhões de ouguiyas (moeda local) para enfrentar a seca e à alta dos preços, e é necessário saber exatamente para onde foram destinados esses fundos.

O partido Pacto Nacional pela Democracia e o Desenvolvimento (PNDD-ADIL), opositor ao golpe de Estado, criticou nesta semana as detenções, que considerou "seletivas" e destinadas a prejudicar a oposição.

No entanto, a legenda foi surpreendida hoje pela saída do senador Mohammed El Mustafa Ould Mohammed Ahmed para se juntar à maioria dos parlamentares mauritanos, que apóiam o Alto Conselho de Estado.

Em entrevista coletiva, o senador disse estar "convencido do interesse do programa do Alto Conselho de Estado, presidido pelo general Mohammed Ould Abdel Aziz".

O senador, acompanhado de um grupo de parlamentares que também apóiam o golpe de Estado, disse que não pode "continuar com pessoas que trabalham para o isolamento de seu povo".

Esta saída acontece depois da retirada do PNDD-ADIL de um grupo de 121 militantes do partido Aliança Popular Progressista (APP), do presidente da Assembléia Nacional mauritana e fundador da frente opositora, Messoud Ould Belkheir.

Além disso, a troca de partidos acontece um dia antes de expirar o prazo da União Européia (UE) para o restabelecimento da ordem constitucional no país, sob ameaça de sanções. EFE mo/wr/jp

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