Chefe das Forças Armadas da Colômbia pede que Farc desistam de luta armada

Bogotá, 30 out (EFE).- O comandante das Forças Militares da Colômbia, general Freddy Padilla de León, pediu hoje aos líderes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) que abandonem a luta armada e advertiu que o Governo do presidente Álvaro Uribe não renuncia às operações de resgate de reféns.

EFE |

"'Jojoy' (como é conhecido Jorge Briceño Suárez, o chefe militar das Farc) deve se dar conta de que sua organização está cada dia menor. Ele deveria dar o exemplo se desmobilizando para salvar muitas vidas, tanto de membros das Farc como de colombianos inocentes", disse o general a jornalistas.

O oficial de alta patente fez o apelo aos líderes da guerrilha ao apresentar, no departamento do Guaviare (sul), detalhes da operação "Samurai", lançada ontem e na qual morreram cinco rebeldes, entre eles Álvaro Alfonso Serpa, conhecido como "Felipe Rincón".

Padilla de León também disse que o Governo do presidente Álvaro Uribe "não renuncia" às operações militares para libertar os seqüestrados em poder dos insurgentes.

Rincón, que foi um dos três líderes das Farc designados para negociar um acordo humanitário com o Governo, morreu em uma de mata do município de La Macarena, no departamento (estado) de Meta, cerca de 250 quilômetros ao sul de Bogotá.

Segundo o general Padilla de León, a desmobilização de Jojoy seria "uma boa oportunidade para ele, como pessoa, e para a organização".

O militar disse ainda que, com a morte de Rincón, "pouco a pouco" estão sendo retirados "os elos de proteção a Jojoy".

Para o general, a operação "Samurai" é "uma clara mensagem a Jojoy" e a outros líderes das Farc. EFE rrm/sc

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