Chefe das Farc que desertou é processada por homicídio múltiplo e terrorismo

Bogotá, 16 jun (EFE).- Um promotor de direitos humanos da Colômbia processou nesta segunda-feira por homicídio múltiplo, terrorismo e outros delitos Karina, conhecida como chefe de frente das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) que desertou há um mês desta guerrilha, informaram porta-vozes judiciais de Bogotá.

EFE |

As acusações são derivadas de um ataque rebelde há nove anos que deixou 16 mortos, entre policiais e civis, segundo destacou a Procuradoria Geral em comunicado público.

O ataque foi registrado em 31 de julho e 1º de agosto de 1999 em Nariño, localidade no noroeste de país e foi cometido pelas frentes 9 e 47 das Farc, o segundo dos quais estava ao comando de Elda Neyis Mosquera García, conhecida como "Karina".

A promotoria lembrou que os atacantes ativaram no povoado um veículo carregado com explosivos e causaram a morte de nove policiais e sete civis, e seqüestraram oito soldados mais.

Um dos policiais mortos era o comandante da estação de Nariño, baleado pelos guerrilheiros na praça central da localidade.

No ataque, os rebeldes também saquearam a filial de um banco estatal e vários comércios.

"Karina" desertou no dia 19 de maio em Sonsón, povoado vizinho a Nariño, ambas em Antioquia e foi transferida para Bogotá, onde está detida. EFE jgh/ma

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