Chefe das Farc diz que não deixará guerrilha

Bogotá, 13 fev (EFE).- O chefe militar das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), conhecido como Mono Jojoy, enviou uma mensagem ao comandante das Forças Militares colombianas, general Freddy Padilla de León, recusando a proposta de se render e ressaltou que não aceitará uma falsa paz.

EFE |

A longa carta do guerrilheiro foi publicada hoje pela "Agência de Notícias Nova Colômbia" ("Anncol"), com sede em Estocolmo e que habitualmente divulga por meio de seu site documentos sobre o grupo insurgente e o conflito armado interno da Colômbia.

"Mono Jojoy" responde na carta, escrita nas "montanhas da Colômbia" em janeiro de 2010, a um apelo público feito por Padilla no dia 21 de janeiro pela rendição das Farc. Segundo o guerrilheiro, o apelo tinha "fins de propaganda, de demagogia e de guerra psicológica".

"Com a honestidade que corresponde a nosso compromisso com a mudança social e a lealdade que devemos a nosso povo, asseguramos que não vamos desistir depois de mais de 40 anos de luta, nem aceitar uma falsa paz", assinalou o rebelde.

"Jojoy", também conhecido pelo codinome Jorge Briceño Suárez e cujo verdadeiro nome é Víctor Julio Suárez Rojas, ressaltou que essa paz "entendida como rendição ou deserção é uma ilusão da oligarquia e só seria um crime de traição ao povo".

O líder fez insistência na inviolabilidade da integridade ideológica das Farc, principal guerrilha colombiana, e enfatizou que não cessará em sua luta por "derrubar este regime podre das oligarquias e construir outra ordem social, ou por alcançar acordos que ajudem a construir uma pátria em onde caibamos todos".

Assim, o "Mono Jojoy" se referiu ao acordo humanitário que coloca a troca de sequestrados por guerrilheiros presos como via para solucionar o conflito que deixou na Colômbia inúmeros mortos.

Por outro lado, o integrante do comando central das Farc, lembrou a Padilla que o acordo assinado entre Bogotá e Washington, pelo qual os militares americanos podem usar pelo menos sete bases colombianas, "é efêmero".

Por último, "Jojoy" convida aos militares e integrantes da Polícia "a trabalhar pela formação de um Exército bolivariano patriótico, que não use as armas contra seus compatriotas, integrado às lutas populares, e que trabalhe em prol da paz". EFE agp/sa

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