Chefe das Farc assegura em vídeo que guerrilha não está enfraquecida

Ivan Márquez diz que movimento 'não está débil e segue de pé na luta'. No sábado, 6 soldados e três rebeldes morreram em confronto

iG São Paulo |

Um dos chefes das Forças Armadas Revolucionariás da Colômbia (Farc), Ivan Márquez, afirmou em um vídeo divulgado neste sábado que a guerrilha não está enfraquecida, como afirmou o presidente colombiano Juan Manuel Santos e a cúpula militar do país.

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AP
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A organização rebelde colombiana "não está débil e segue de pé na luta", o guerrilheiro, no vídeo publicado no site das Farc. O conteúdo teria sido gravado no dia 24 de março, antes da libertação, em 2 de abril, de 10 policiais e militares . Esses foram os últimos reféns em poder da guerrilha e alguns estavam há mais de 12 anos em cativeiro.

"Não existe o fim da guerrilha como propagado pelos peões da trasnacionalizacão da economia na Colômbia. O que há é um intenso confronto político e militar e uma mobilização crescente dos setores sociais", disse Márquez na gravação.

O chefe rebelde aparece no vídeo sob uma grande imagem com o rosto de Pedro Antonio Marín, conhecido como Manuel Marulanda Vélez ou "Tirofijo", falecido fundador e comandante da principal guerrilha colombiana.

Saiba mais: Operação na Colô mbia mata mais de 30 guerrilheiros das Farc

Para Márquez, tratar como terrorismo a rebeldia e mobilização social "é contrário às regras dos Estados ao longo da história". O chefe também anunciou que as Farc buscam a solidariedade para sua luta.

Em operações separadas, as Forças Militares e a Polícia colombiana mataram 69 guerrilheiros das Farcs em março do ano passado. Os ataques são parte de uma nova estratégia das forças de segurança que tem como objetivo eliminar os comandantes regionais do movimento e destruir seus suprimentos.

Ataque
Um pouco depois da divulgação do vídeo, ocorreu um ataque guerrilheiro em que seis soldados colombianos e pelo menos três integrantes das Farc morreram, no estado de Chocó (noroeste), informou o comandante da 6ª Divisão do Exército, o general Hernán Giraldo. O ataque ocorreu na estrada entre Quibdó, capital do Chocó, e Medellín, capital do estado de Antioquia, quando os militares surpreenderam rebeldes que tentavam colocar explosivos na estrada.

Os rebeldes das Farc tentavam cometer atentados na estrada, acrescentou o alto oficial. No local, foram enviados tropas de reforço, segundo a fonte que garantiu que a situação na estrada "está totalmente controlada".

Na quarta-feira passada, em outra estrada no estado de Putumayo, vizinho ao Equador, também morreram dois militares pela explosão de uma bomba deixada por rebeldes das Farc.

Com EFE e BBC

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