Chefe das Farc anuncia nova estratégia de guerrilha

Bogotá, 28 set (EFE).- As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) definiram uma nova estratégia de guerrilha, que inclui a compra de armamento, infiltração das tropas e aproximação a países vizinhos, segundo um e-mail de seu líder máximo, conhecido como Alfonso Cano, divulgado hoje por um jornal.

EFE |

O comandante das Forças Militares colombianas, general Freddy Padilla, negou imediatamente que esse plano divulgado pelo jornal "El Espectador" possa ter resultados.

"As Farc estão muito diminuídas", passaram pelo pior que qualquer organização deste tipo pode passar, pelo "desprezo do povo", disse o oficial em uma entrevista à "Caracol Radio".

A mensagem de Alfonso Cano, datada de 16 de agosto, foi interceptada por oficiais de inteligência do Exército e tem 14 pontos que determinam as diretrizes do máximo chefe da guerrilha.

Alfonso Cano, como é conhecido Guillermo León Saenz Vargas, diz no e-mail que a cúpula das Farc deve dispor de US$ 5 milhões ou US$ 6 milhões para rearmar as diferentes frentes.

"Cada bloco fornecerá entre US$ 1 milhão e US$ 2 milhões", dependendo de suas condições, para este fim, diz o líder rebelde em sua mensagem.

Além disso, afirmou que a melhor maneira de deter as operações militares são os campos minados.

Já sabemos que "é o único fator que os detém e intimida (os militares)", diz o dirigente guerrilheiro.

No texto, ele pede ainda a seus homens que executem atentados que gerem terror e evitem "um ambiente de derrota progressiva das Farc".

A compra de mísseis que permitam realizar golpes contundentes "ao poderio aéreo do inimigo" e resistir ao dano que causou à guerrilha também faz parte dos projetos urgentes dos rebeldes.

No documento de três páginas, Alfonso Cano também pede a seus homens que tenham boas relações com os países vizinhos para manter uma frente internacional de pressão e reforçar os encontros com os comandantes da guerrilha do Exército de Libertação Nacional (ELN).

Além disso, confirma que perante os avanços das tropas oficiais a melhor estratégia é voltar ao início da guerra como um plano para garantir o renascimento "revolucionário das massas" e infiltrar as Farc.

Questionado sobre os novos planos de guerrilha das Farc para resistir à política de segurança implantada pelo presidente colombiano, Álvaro Uribe, o general Padilla os qualificou como "alucinações".

"Lá não há nada de novo. O que nós encontramos agora é o 'Mono Jojoy', Jorge Briceño, outrora o todo poderoso, solicitando empréstimos. Eles têm um déficit muito grande", disse o oficial.

No último ano, as Farc perderam três dos sete membros de seu Secretariado e, além disso, boa parte de outros comandantes da guerrilha foram mortos ou se desmobilizaram. EFE fer/ab/rr

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