Chefe da polícia de Londres quer inquérito completo sobre morte no G20

O chefe da Scotland Yard (a Polícia Metropolitana de Londres), Paul Stephenson, disse nesta quarta-feira que deve ser feita uma investigação completa sobre a morte de um homem em protestos durante a reunião de cúpula do G20, realizada na semana passada na capital britânica.

BBC Brasil |


Stephenson disse que a divulgação de um vídeo que mostra o homem, Ian Tomlinson, sendo empurrado por um policial da tropa de choque, causa preocupação.

Tomlinson, um jornaleiro de 47 anos, sofreu um ataque cardíaco fatal logo após o episódio, ocorrido em 1 de abril. Ele foi empurrado pelos policiais ao passar em frente ao Banco da Inglaterra, no centro de Londres, quando voltava para casa do trabalho. Aparentemente, Tomlinson não participava dos protestos.

Depois de cair no chão e ser socorrido por alguns manifestantes, Tomlinson andou alguns metros e caiu novamente. Ele ainda foi atendido por policiais, mas acabou morrendo.


Britânico é empurrado pela polícia e minutos depois sofre um ataque cardíaco

O vídeo, obtido pelo jornal britânico The Guardian, foi gravado pelo gerente de um fundo de investimentos de Nova York que estava em Londres a negócios. O enteado de Tomlinson, Paul King, disse à BBC que a família "quer respostas".

Investigação

Parlamentares de oposição já pediram a abertura de uma investigação criminal sobre o caso. A Comissão Independente de Queixas contra a Polícia (IPCC, na sigla em inglês), que conduz uma investigação independente sobre o caso, disse que vai analisar as imagens e pedir um segundo exame post-mortem.

"As pessoas estão preocupadas, com razão, com essa morte trágica, e essas imagens são muito perturbadoras" disse a encarregada da IPCC em Londres, Deborah Glass.

Segundo ela, no momento a investigação busca "identificar todos os policiais que aparecem no vídeo". Glass pediu que qualquer pessoa que tenha outras imagens do incidente as envie para a comissão.

A IPCC - órgão responsável por analisar denúncias sobre a conduta policial na Inglaterra e no País de Gales - também investigou os procedimentos da polícia no caso do brasileiro Jean Charles de Menezes, morto por policiais em 2005, ao ser confundido com um suposto terrorista.


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