CIDADE DO PANAMÁ - O presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, disse na quinta-feira que o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA) viajará ao país para dar um ultimato ao governo interino e não para negociar.


Reuters
Soldado observa protesto de apoiadores de Zelaya na capital de Honduras

Soldado observa protesto pró-Zelaya na capital de Honduras

O chefe da OEA, José Miguel Insulza, disse que viajará na sexta-feira para a capital hondurenha para reunir-se com o governo interino de Roberto Micheletti. "Ele vai informar do ultimato, não vai negociar absolutamente nada", disse Zelaya em entrevista coletiva no Panamá.

Na quarta-feira, o organismo internacional ameaçou suspender o país da instituição se Zelaya, destituído no domingo, não voltar ao poder em 72 horas. Micheletti, presidente do Congresso que assumiu interinamente o poder, disse que o país rejeita o ultimato.

Honduras vive uma semana de incerteza política desde domingo, quando o golpe de Estado ocorreu. Desde então, diversas manifestações, a favor e contra Zelaya, ocorrem no país.

A popularidade do presidente deposto caiu para perto de 30% nas pesquisas nos últimos meses depois que ele pressionou por um referendo para permitir a reeleição do presidente. Honduras tem 7 milhões de habitantes e é um país pobre, exportador de café e têxteis.

Desde sua destituição, Zelaya diz que planeja o retorno a Honduras como presidente, mas somente para cumprir o resto do mandato, que termina em 2010. O governo interino diz que ele será preso se tentar retornar ao país.

O Congresso hondurenho aprovou um decreto para reprimir a oposição durante o toque de recolher noturno imposto depois do golpe. O decreto permite que as forças de segurança prendam suspeitos por mais de 24 horas sem acusação e formaliza a proibição do direito de livre reunião à noite.

(Com informações da Reuters e da BBC)

Leia também


Entenda

Leia mais sobre Honduras

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.