Chefe da OEA: tudo é negociável, menos retorno de Zelaya

WASHINGTON (Reuters) - O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, disse nesta quinta-feira que tudo é negociável na crise de Honduras, menos o retorno do presidente deposto, Manuel Zelaya. Insulza afirmou que é possível antecipar as eleições, criar um governo de união nacional, decidir por uma anistia ou processar certas pessoas, entre outras opções em jogo nas negociações que serão realizadas na Costa Rica.

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"A maior pedra é que o governo de fato aceite o retorno do governo constitucional. Todo o resto é conversável", disse Insulza à imprensa.

"Se quiserem... um referendo, é uma questão interna (de Honduras)", acrescentou.

Uma saída possível à crise constitucional para a OEA é que ambas as partes concordem em antecipar as eleições presidenciais de novembro.

Insulza ressaltou, porém, que antes Honduras tem de restabelecer Zelaya na presidência, porque não seria aceitável a realização de eleições sob o governo do presidente interino Roberto Micheletti.

Insulza disse que a mediação do presidente costarriquenho e laureado pelo Nobel da Paz, Oscar Arias, é parte das ações diplomáticas que os países membros da OEA solicitaram à organização ao suspender Honduras por decisão unânime na madrugada de domingo.

Qualquer resultado da mediação terá de ser submetido à OEA antes que a suspensão do país seja cancelada.

"No fim a OEA terá que decidir", afirmou Insulza.

Insulza advertiu que há pessoas em Washington e no restante do continente que buscam justificar "a barbárie" cometida com o golpe de Estado contra Zelaya na madrugada de 28 de junho, fazendo recordar a época de ditaduras militares na América Latina.

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