Chefe da OEA diz confiar em trabalho da Interpol sobre Farc

LIMA (Reuters) - O secretário-geral da OEA, José Miguel Insulza, disse nesta sexta-feira que confia na seriedade do trabalho técnico da Interpol sobre os arquivos dos computadores de um falecido líder guerrilheiro colombiano das Farc. A Interpol divulgou na quinta-feira um relatório confirmando que não foi alterado o conteúdo dos computadores apreendidos num acampamento das Farc que foi bombardeado por forças colombianas em território equatoriano. O ataque matou o líder rebelde Raúl Reyes, e desatou uma crise diplomática.

Reuters |

'Foi uma ação técnica, um trabalho técnico, como trabalho técnico não tenho dúvidas, porque conheço a Interpol e o seu prestígio', disse Insulza a jornalistas durante a cúpula de líderes da América Latina e União Européia.

O governo de Bogotá havia se baseado nestes arquivos para acusar a Venezuela e o Equador de apoiar as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), o que agravou a crise diplomática entre os três países.

O estudo da Interpol enojou o presidente venezuelano, Hugo Chávez, que o classificou como um 'show midiático' impulsionado pelo governo colombiano e anunciou que colocaria sob 'profunda revisão' as relações com o presidente colombiano, Álvaro Uribe.

Já Uribe declarou em Lima que o relatório da Interpol demonstrou a honestidade com a qual atuaram as autoridades de seu país.

'As conclusões políticas são tiradas por outros, eles (a Interpol) tiraram conclusões técnicas do que foi pedido', afirmou o chefe da Organização dos Estados Americanos.

Os arquivos analisados pela Interpol foram achados em três computadores que pertenciam a Reyes, considerado o segundo nome das Farc.

(Reportagem de Marco Aquino)

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