Chefe da missão da ONU pede nomeação rápida de novo premiê haitiano

Porto Príncipe, 17 abril (EFE).- O chefe civil da Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (Minustah), Hedi Annabi, pediu hoje que um novo primeiro-ministro e um novo Governo sejam nomeados o mais rápido possível, com a colaboração de todos os poderes e em prol do interesse geral.

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"Parece-me necessário nomear o mais rápido possível um primeiro-ministro e um novo Governo", afirmou Annabi em referência à destituição de Jacques Edouard Alexis como primeiro-ministro, ocorrida no último dia 12.

Alexis deixou o Governo em conseqüência dos violentos protestos contra a inflação no país, nos quais seis pessoas morreram e dezenas de outras ficaram feridas.

Para formar o novo Executivo, Annabi convidou o Governo, o Parlamento e os partidos políticos para "trabalharem em harmonia, para o interesse geral e para o interesse superior" do Haiti.

"A divisão e a desordem agravaram a miséria", advertiu o representante da ONU, segundo quem os distúrbios da semana passada ameaçaram os esforços para a estabilização política e econômica da nação caribenha.

Em meio à aparente "calma" que reina no Haiti, o chefe da Minustah convidou todos os setores a estabelecer "um pacto de estabilidade e de progresso" com o apoio da comunidade internacional.

Para Annabi, é preciso reunir esforços para "colocar o país para trabalhar", o que vai permitir que a estabilidade e o progresso sejam assegurados.

"Não pode haver progresso sem estabilidade", acrescentou, pedindo em seguido que o setor privado e a sociedade civil também contribuam com o processo de tranqüilidade.

Neste sentido, a prioridade é "responder aos sofrimentos da grande maioria do povo", que sofre com o "crescente custo de vida", declarou o alto funcionário de ONU, que reiterou seu apoio ao presidente haitiano, René Préval.

O presidente "mostrou o caminho" correto quando anunciou "medidas para diminuir o sofrimento da população", disse.

Annabi se mostrou a favor da adoção rápida das medidas anunciadas pelo governante para relançar a produção nacional, a criação de empregos e os investimentos. EFE gp/bf/sc

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