Chefe da missão civil da ONU no Haiti pode ter morrido no terremoto

PARIS - O chefe civil da Missão de Estabilização da ONU no Haiti (Minustah), o tunisiano Hedi Annabi, pode ter morrido no terremoto que devastou este país, assim como as pessoas que se encontravam com ele no prédio, informou o chanceler francês, Bernard Kouchner.

iG São Paulo |

"Infelizmente, o prédio da ONU desabou e, aparentemente, todos que estavam em seu interior, entre eles meu amigo Annabi, enviado especial do secretário-geral das Nações Unidas, e todos que estavam com ele, estariam mortos", afirmou o ministro.

O diplomata tunisiano estava no cargo desde 2007. A Minustah, cuja mobilização começou em junho de 2004, está integrada por 11.000 efetivos, entre os quais 7.000 soldados e 2.000 policiais, a maior parte de latinos.

O Brasil exerce o comando militar da missão integrada por 17 países e o pessoal militar brasileiro conta com 1.200 efetivos. As autoridades brasileiras indicam que quatro de seus militares morreram no Haiti.

Terremoto devastador

O forte terremoto de 7 graus na escala Richter que atingiu o Haiti na tarde da última terça-feira foi o tremor mais forte a afetar o país nos últimos 200 anos. Em um espaço de um minuto, o terremoto destruiu diversos edifícios e interrompeu os serviços de energia e telefonia do país. Estima-se que centenas de pessoas tenham morrido, mas dados oficiais ainda não foram divulgados.


Palácio presidencial não resistiu ao terremoto e desabou / EFE

O terremoto provocou o desabamento do palácio presidencial, de favelas da capital, Porto Príncipe, e centenas de edificações na região. Um prédio de cinco andares usado pela Organização das Nações Unidas (ONU) também desabou na terça-feira por conta do tremor.

O embaixador do Haiti nos Estados Unidos, Raymond Joseph, disse que as sedes do palácio presidencial, da Receita Federal, do Ministério do Comércio e do Ministério das Relações Exteriores sofreram danos provocados pelo tremor, mas que o aeroporto da capital estava intacto. Segundo ele, o presidente René Preval escapou ileso do terremoto.


Sobrevivente é resgatada de escombros em Porto Príncipe / AFP

As informações sobre vítimas e danos são divulgadas de forma desorganizada por conta de problemas de comunicação no país. Como país mais pobre das Américas , o Haiti não tem equipamentos suficientes para lidar com esse tipo de desastre.

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