Jerusalém, 4 mar (EFE).- Um deputado do partido israelense Kadima (centro-direita) pediu hoje a exoneração do comandante-em-chefe da Marinha do país, Eliezer Marom, depois que este foi pego em flagrante num clube de striptease de Tel Aviv.

Ex-porta-voz militar, o deputado Najman Shai considerou o comportamento de Marom incompatível com as normas de conduta das Forças Armadas israelenses.

Além disso, afirmou que um oficial militar de alta patente deveria dar exemplos em sua vida cotidiana, e não humilhar mulheres, informou a imprensa local.

No entanto, a reação da cúpula militar à conduta de Maron, revelada esta semana por um jornal israelense, foi mais suave.

O comandante-em-chefe da Marinha de Israel recebeu ontem uma repreensão verbal do chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, Gabi Ashkenazi, que considerou desnecessário incluir o incidente na ficha do oficial.

O comandante da Marinha, que está há um ano e meio no cargo, admitiu a seu superior que seu comportamento não foi condizente com "os valores" que as Forças Armadas israelenses atribuem a "um oficial de sua categoria", disse o Exército num comunicado.

"Marom pediu perdão por ter causado danos (à imagem) do Exército e garantiu" que tudo não passou de "um lamentável deslize isolado", acrescenta a nota.

Porém, trabalhadores do clube, chamado "Go-Go", disseram que o comandante da Marinha é um cliente habitual do estabelecimento.

Segundo informações, as garçonetes não sabiam que Marom era militar, já que sempre ia ao clube à paisana. As funcionárias também achavam que ele era um imigrante asiático, pois o oficial conserva os traços orientais de sua mãe, de origem chinesa.

Uma testemunha disse ao jornal "Ha'aretz" que, no dia em que foi pego em flagrante, o comandante chegou sozinho ao clube e permaneceu nele por cerca de meia hora. Nesse tempo, ele ainda dançou com uma stripper.

Marom, por sua vez, disse que foi ao clube "Go-Go" por ocasião da festa de um amigo. EFE ap/sc

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