Chefe da Marinha britânica quer usar mercenários contra piratas

Londres, 9 out (EFE).- O comandante da Royal Navy (Marinha britânica) no Golfo Pérsico, Keith Winstanley, planeja contratar serviços de mercenários em resposta à pirataria nessas águas.

EFE |

Segundo declarou Winstanley ao diário "The Daily Telegraph", a situação adquiriu tamanha gravidade que conviria armar os navios mercantes.

De acordo com ele, empresas privadas de segurança que trabalham no Iraque e no Afeganistão poderiam ser recrutadas para dar proteção a esses navios.

As zonas infestadas de piratas pedem um "fator visual de dissuasão" como seriam metralhadoras instaladas a bordo dos navios.

Caso seja adotada esta proposta, seria a primeira vez desde a Segunda Guerra Mundial que navios da marinha mercante seriam aramados.

Atualmente 12 navios comerciais, cujas tripulações somam 240 pessoas, estão em poder de piratas na costa da Somália, entre eles um cargueiro ucraniano que transporta 33 carros de combate russos.

Uma frota de navios alemães, dinamarqueses, norte-americanos e britânicos impediu outros 15 ataques de piratas nas seis últimas semanas.

Mesmo assim, nesta semana, uma fragata britânica da classe 23 também foi seqüestrada.

Keith Winstanley, que comanda os 11 navios da Marinha britânica baseados no quartel-general de Manama (Barhein), acredita que esforços maiores são necessários para combater a pirataria.

"No ano passado (os piratas) assaltavam os pesqueiros ou os navios de cabotagem, mas agora atacam navios de mais de 70 mil toneladas", explica.

Segundo relatório do Instituto Britânico de Relações Internacionais, Chatham House, até agora resgates mais de 21 milhões de euros já foram pagos a piratas que têm laços com movimentos islâmicos totalitaristas na Somália. EFE jr/jp

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