Madri, 16 mar (EFE).- O chefe mundial da máfia georgiana, Lashar Shushanasvili, conseguiu escapar de uma operação policial lançada ontem em toda a Europa para prendê-lo, informaram nesta terça-fiera fontes da Polícia espanhola.

Shushanasvili deveria substituir Zakhar Kniazevich, o "Kalashov", no comando das máfias de origem russa-georgiana. Segundo Eloy Quirós, comissário-chefe da Unidade de Drogas e Crime Organizado da Polícia espanhola, Kniazevich pagou fiança e está em liberdade na Espanha, à espera de uma sentença.

O promotor anticorrupção do país, Antonio Salinas, criticou a fuga e disse que a Polícia grega não colaborou da forma necessária na hora de capturar Shushanasvili.

A operação, levada a cabo em vários países da Europa, terminou com a prisão de 80 suspeitos.

Quirós disse que os planos da máfia eram que Lashar Shushanasvili, irmão de uma das pessoas presas ontem em Barcelona, assumisse o comando a organização durante a prisão de Kalashov.

Kniazevich, considerado o principal chefe da máfia de origem russa e georgiana, foi detido em Dubai em 2006, permanecendo preso na Espanha até o dia 2 de março, quando pagou fiança de cerca de US$ 400 mil.

Seu futuro substituto, Shushanasvili, conseguiu escapar da operação policial lançada em cerca de cinco países europeus apesar de as forças de segurança gregas terem sido avisadas de antemão da localização do mafioso.

As investigações da operação "Java" começaram há mais de um ano, sob a direção do juiz espanhol Fernando Grande-Marlaska, da Audiência Nacional.

Os detidos na Espanha, a maioria de origem georgiana, tinham negócios "aparentemente legais" e são acusados de crimes como formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, coação, extorsão, tráfico de drogas e posse de armas. A acusação final, porém, também pode incluir o delito de conspiração para assassinato.

No exterior, a operação foi lançada fundamentalmente na Áustria, na Alemanha e na Suíça, onde eram levadas a cabo investigações independentes. Porém, também foram registradas detenções na França e na Itália. EFE edr/pb-sc

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