Chefe da Junta Militar mauritana pede calendário para presidenciais

Nuakchott, 27 dez (EFE).- O chefe da Junta Militar na Mauritânia, Mohammed Ould Abdelaziz, pediu hoje na abertura dos Estados Gerais da nação que os participantes definam a duração da transição e estabeleçam um calendário para as eleições presidenciais.

EFE |

No discurso de inauguração desta assembléia que busca devolver a ordem constitucional ao país, Abdelaziz alertou sobre os erros do passado e pediu um maior equilíbrio entre as instituições constitucionais, em referência ao Parlamento e à Presidência do país.

Uma das causas invocadas pelos generais para seu golpe de Estado de 6 de agosto foi a excessiva concentração de poder nas mãos do presidente, que até o levante era Sidi Mohammed Ould Cheikh Abdallahi.

Abdelaziz, presidente do autoproclamado Alto Conselho de Estado, também renovou sua chamada à sociedade mauritana para participar dos Estados Gerais e, assim, enriquecer o debate.

No entanto, esta assembléia, cujo final está previsto para 5 de janeiro, conta com a relevante ausência do deposto presidente Abdallahi, que foi libertado pelos militares no domingo passado, e de seus partidários da Frente Nacional para a Democracia e o Desenvolvimento (FNDD).

Estes contemplam os Estados Gerais como uma implementação da política de "fatos consumados" que as autoridades golpistas pretendem impor. EFE moo-er/an

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