Chefe da Junta Militar mauritana descarta volta de ex-líder ao poder

Nuakchott, 27 set (EFE) .- O presidente do Alto Conselho de Estado da Mauritânia, o general Mohammed Ould Abdelaziz, excluiu hoje toda possibilidade do presidente deposto, Sidi Mohammed Ould Cheikh Abdalahi, voltar ao poder.

EFE |

"Não podemos voltar (...) atrás", disse o general Abdelaziz, durante uma visita ao centro hospitalar nacional em Nuakchott.

No entanto, reconheceu que a Mauritânia vive atualmente uma situação "anormal, por causa da ausência de um presidente eleito que controle o país".

O chefe da Junta Militar que tomou o poder em 6 de agosto passado acrescentou que "as outras instituições constitucionais funcionam normalmente".

Abdelaziz prometeu a realização de "eleições presidenciais livres e transparentes, após um acordo com a participação do Governo, os partidos políticos, a sociedade civil, assim como os países e organizações amigos que desejarem ajudar o povo mauritano".

Em resposta ao Conselho de Paz e Segurança da União Africana (UA), que exigiu o restabelecimento de Abdalahi em suas funções, o presidente do Alto Conselho de Estado disse que é uma postura "não construtiva, não positiva e não servirá nunca ao interesse do povo mauritano".

A maioria parlamentar na Mauritânia expressou, em declaração divulgada ontem à noite, sua rejeição a todo projeto de volta ao poder do ex-presidente Abdalahi.

A maioria parlamentar condenou também as resoluções tomadas pelo Conselho de Paz e de Segurança da UA e anunciou que "o povo mauritano não cederá nunca à chantagem e não aceitará voltar à situação lamentável de antes de 6 de agosto de 2008 resultante do autoritarismo do ex-presidente". EFE mo/ab/rr

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