Chefe da inteligência dos EUA promete atuar depois das críticas de Obama

O diretor de inteligência dos Estados Unidos, Dennis Blair, assegurou ter tomado nota das incisivas críticas feitas pelo presidente Barack Obama em relação a seus serviços depois do fracassado atentado contra um avião de passageiros no dia de Natal e prometeu melhorar o desempenho de seus homens.

AFP |

"A comunidade de inteligência recebeu a mensagem do presidente. Nós compreendemos e vamos responder aos novos desafios", afirmou Blair em um comunicado.

"A comunidade de inteligência fez progressos consideráveis, mas devemos melhorar nossa capacidade de contra-atacar novas táticas, como os esforços camicases individuais", assinalou.

"Devemos antecipar novos tipos de atentados e manter uma dianteira sobre os terroristas", acrescentou.

Obama, visivelmente irritado, admitiu na noite de terça-feira as falhas "potencialmente desastrosas" dos serviços de Inteligência dos Estados Unidos e exigiu uma ação imediata.

"Está cada vez mais claro que a inteligência não foi totalmente analisada ou totalmente acionada", disse o presidente em rede nacional de televisão, depois de uma reunião na Casa Branca com seus principais assessores de segurança e altos funcionários da Inteligência.

"Isto não é aceitável, e eu não tolerarei", afirmou.

Obama indicou que duas investigações sobre a tentativa de explodir um voo da Northwest Airlines que ia de Amsterdã para Detroit apontaram que a Inteligência americana ignorou outras "bandeiras vermelhas", referindo-se a situações suspeitas.

Além disso, há o fato de que Umar Farouk Abdul Mutallab, o jovem nigeriano que tentou derrubar o avião, ser um extremista islâmico que já havia viajado para o Iêmen.

Segundo Obama, a Inteligência sabia que a Al-Qaeda na Península Arábica tinha a intenção de atingir alvos dos Estados Unidos não apenas no Iêmen, mas também em solo americano.

"O principal é isto: o governo dos Estados Unidos tinha informação suficiente para descobrir este plano e até impedir o ataque do Natal, mas nossa comunidade de Inteligência não conseguiu ligar estes pontos", declarou o presidente.

"Em outras palavras", acrescentou, "isto não foi uma falha na coleta de dados de inteligência, foi uma falha na integração e compreensão dos dados que já tínhamos".

"Quando um suspeito de terrorismo consegue embarcar em um avião com explosivos no dia de Natal, o sistema falhou de uma maneira potencialmente desastrosa", resumiu Obama.

"É minha responsabilidade descobrir por quê e corrigir esta falha, para que possamos prevenir ataques como este no futuro", concluiu.

col/cn

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