Chefe da Finul diz que encontrou 100 bunkers do Hisbolá no Líbano

Beirute, 14 jun (EFE) - O chefe das Forças da ONU no Líbano (Finul), general Claudio Graziano, disse que suas forças localizaram desde setembro de 20006 cerca de 100 bunkers e arsenais de armas, supostamente pertencentes ao grupo xiita Hisbolá.

EFE |

Entrevistado pelo jornal "L'Orient-Le Jour", Graziano negou as acusações de "flexibilidade" de suas forças para com as armas do grupo xiita: "Até hoje, localizamos, graças a 400 patrulhas feitas diariamente pela Finul, 100 bunkers e arsenais escondidos".

No entanto, lembrou que não é incumbência da Finul apreender estas armas, e que as tropas devem se limitar informar ao Exército libanês, ao qual corresponde a tarefa.

A Finul foi, desde o começo, recebida com receio pelo Hisbolá, o grupo majoritário no sul libanês que é quase exclusivamente xiita e que acusa esta força internacional de ser dominada pelos países ocidentais.

"(A Finul) conta com soldados procedentes de todos os cantos do mundo, entre eles China (500), Nepal (500) Índia (850), Gana (850) e Indonésia (850)": é uma mistura "cultural e religiosa", que permite que seja "original e neutro" em suas missões, disse Graziano.

Quanto ao risco de novos atentados contra esta missão, Graziano disse: "Levamos muito a sério as ameaças terroristas, mas não as tememos".

Fontes militares ocidentais disseram à Agência Efe que a Finul recebe a cada dia dezenas de ameaças e que há muito tempo reforçaram as medidas de segurança e limitaram os deslocamentos fora de suas bases. EFE ks/db

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