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Chefe da FIA processa tablóide por acusação de orgia nazista

O presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), Max Mosley, está processando o tablóide britânico News of the World por ter publicado detalhes do que a reportagem afirmou ser uma orgia ao estilo nazista envolvendo Mosley e cinco prostitutas. Mosley está processando o tablóide por difamação e invasão de privacidade depois que o News of the World reproduziu, no final de março, fotos e um vídeo em seu site mostrando o encontro de Mosley com as prostitutas.

BBC Brasil |

Max Mosley está processando o editor-chefe do tablóide, outros funcionários e também o grupo proprietário da publicação, o News Group Newspapers, por desrespeito à privacidade.

O tablóide afirmou no texto sobre o incidente que o presidente da FIA teria representado o papel de guarda de campo de concentração e também de prisioneiro durante o encontro que ocorreu no bairro de Chelsea, em um apartamento alugado.

O News of the World afirma que "a publicação se justifica pelo interesse público".

Comportamento
Em uma corte de Londres nesta segunda-feira, Mosley afirmou que "não havia nem mesmo uma insinuação" de comportamento inspirado no nazismo entre os participantes do encontro.

"Absolutamente não. Não havia nem mesmo uma insinuação daquilo - certamente não em minha mente e, estou convencido, na de qualquer outro participante."
Mosley, de 68 anos, é filho de um líder fascista britânico da década de 30, Oswald Mosley.

"Por toda a minha vida tive isto pairando sobre meus antecedentes, meus pais, e a última coisa que quero é ser lembrado disso em algum contexto sexual", afirmou.

'Festa'
Mosley também informou no tribunal que pagou 2,5 mil libras (cerca de R$ 7,9 mil) pelo encontro com as cinco mulheres, no que ele chamou de "festa".

O presidente da FIA afirmou que sua vida sexual não tem nada a ver com seu papel profissional.

"Se eu fosse flagrado dirigindo bêbado ou em excesso de velocidade (...), mas a natureza das coisas sendo discutidas é, creio, completamente fora da esfera do meu trabalho, não têm nenhuma conexão com isto", disse.

"Acredito que seja uma atividade perfeitamente inofensiva, desde que ocorra entre adultos em comum acordo, que estão em seu juízo perfeito, e o fazem em particular", acrescentou Mosley.

Escândalo
Quando as fotos e o vídeo foram divulgados pelo tablóide no final de março, quatro equipes de Fórmula 1 - BMW, Mercedes, Toyota e Honda - deram declarações em que afirmavam temer o dano que o escândalo poderia causar à reputação do esporte.

Na ocasião, o próprio Mosley convocou uma reunião extraordinária para discutir o escândalo provocado pela reportagem.

Max Mosley é o presidente da FIA desde 1993 e seu atual mandato de quatro anos está prevista pra terminar em outubro de 2009.

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