Chefe da Al-Qaeda no Paquistão está morto

O chefe das operações da rede terrorista Al-Qaeda no Paquistão e seu braço direito foram mortos, revelou nesta quinta-feira à AFP um funcionário americano, que pediu para não ser identificado.

AFP |

"Existem todas as razões para crer que estas duas importantes figuras estão mortas", disse à AFP o funcionário, indicando que os dois faleceram "nas últimas semanas".

Ao que parece, o funcionário se referia ao queniano Usama al-Kini, considerado o chefe de operações da Al-Qaeda no Paquistão, e seu auxiliar Sheikh Ahmed Salim Swedan.

Os dois estão na lista dos mais procurados pelo FBI, por sua participação nos ataques de 1998 contra embaixadas dos Estados Unidos na África.

Al-Kini era apontado por especialistas americanos como o responsável pelo ataque suicida com carro-bomba contra o hotel Marriott de Islamabad, em 20 de setembro passado, que deixou 60 mortos.

Segundo o jornal Washington Post, os dois foram mortos no dia 1º de janeiro, durante um ataque no norte do Paquistão.

Funcionários paquistaneses disseram à AFP que no dia 1º de janeiro um avião da Agência Central de Inteligência (CIA) americana disparou mísseis e matou cinco suspeitos na região.

De acordo com o Washington Post, Al-Kini e Ahmed morreram em um ataque contra um prédio usado para treinamento com explosivos.

"Morreram preparando novos atos terroristas", disse um funcionário ao jornal.

A zona tribal do norte do Paquistão é um conhecido refúgio de militantes talibãs e de membros da Al-Qaeda desde a invasão do Afeganistão, liderada pelos Estados Unidos, que derrubou o regime talibã em 2001.

dab/LR

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