Chefe da Al-Qaeda é morto em ataque dos EUA na Somália

MOGADÍSCIO - Forças especiais dos EUA em helicópteros atacaram um automóvel no sul da Somália, nesta segunda-feira, e mataram um dos mais procurados militantes da Al-Qaeda no leste da África, disseram fontes norte-americanas e somalis. Saleh Ali Saleh Nabhan, de 28 anos e de origem queniana, era procurado pela explosão do caminhão-bomba que matou 15 pessoas em um hotel do Quênia em 2002, assim como pelo envolvimento em um ataque frustrado a míssil contra um avião comercial israelense que decolava do aeroporto de Mombasa.

Reuters |

AFP
Saleh Ali Nabhan, terrorista da Al-Qaeda,
em foto de arquivo da polícia do Quênia
Uma importante fonte do governo somali disse à Reuters que o fugitivo estava no carro com outros insurgentes estrangeiros do grupo rebelde Al Shabaab quando foram atacados perto do vilarejo Roobow, no distrito de Barawe, cerca de 250 km ao sul da capital Mogadíscio.

Washington disse que o Al Shabaab é o representante da Al-Qaeda na Somália.

Um alto funcionário dos EUA em Washington, falando sob condição de anonimato, disse que as forças de operações especiais norte-americanas a bordo de dois helicópteros que partiram de um navio da Marinha dos EUA abriram fogo contra o veículo que acreditavam levar Nabhan.

O corpo está sob custódia das tropas, disse o funcionário, acrescentando estarem confiantes de que se trata de Nabhan. Ele afirmou que quatro somalis foram mortos, enquanto a fonte do governo da Somália diz que Nabhan e quatro outros morreram.

"Esses jovens combatentes não têm as mesmas habilidades que seus colegas no Afeganistão ou de outros locais no que diz respeito a ataques aéreos estrangeiros", acrescentou a fonte do governo. "Eles estão confusos agora. Espero que o mundo aja."

Bryan Whitman, porta-voz do Pentágono, se recusou a comentar "sobre qualquer suposta operação na Somália."

Acredita-se que Nabhan, há tempos na lista dos mais procurados pelo FBI, fugiu da Somália após o ataque de 2002.

Suspeitos da Al-Qaeda

Os EUA dizem acreditar que outro suspeito proeminente da Al-Qaeda, o especialista sudanês em explosivos Abu Talha al-Sudani, orquestrou os dois ataques.

Diversos moradores de Barawe afirmaram acreditar que forças especiais da França estiveram envolvidas na operação de segunda-feira em Barawe, mas um porta-voz do ministro da Defesa francês em Paris negou qualquer envolvimento.

No passado, as forças francesas também realizaram ataques na Somália para resgatar cidadãos franceses mantidos por rebeldes e piratas. Paris tem uma grande base militar no vizinho Djibouti.

A violência matou mais de 18 mil somalis desde o início de 2007 e forçou mais 1,5 milhão a abandonar suas casas.

Isso deflagrou uma das piores emergências humanitárias do mundo. O número de pessoas que precisam de ajuda saltou 17,5% em um ano, para 3,76 milhões.



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