Chefão da Máfia russa é enterrado em Moscou

Um dos mais famosos chefões da Máfia russa foi enterrado nesta terça-feira em Moscou. Vyacheslav Ivankov morreu em julho, depois de ter sido ferido em um tiroteio.

BBC Brasil |

Conhecido como Yaponchik, ou "japonezinho", Ivankov era um dos criminosos mais conhecidos na Rússia desde os anos 60 e chegou a cumprir pena de prisão nos Estados Unidos.

Muitos dos criminosos russos têm apelidos e no caso de Ivankov, o "japonezinho" se referia à sua aparência: ele era baixinho e tinha características físicas de um asiático típico. Além disso, tinha um grande interesse por artes marciais.

Ivankov começou sua carreira criminosa nos anos 60, tendo sido condenado por violência, roubo, tráfico de armas e de drogas.

Na Rússia, ele era bem conectado, mantendo relações entre as elites política e cultural do país.

Ele era conhecido como "vor v zakonye" - um ladrão dentro da lei - porque obedecia ao restritivo código de conduta e lealdade que rege o comportamento dos chefões da Máfia russa.

Segundo o código, o criminoso tem que abandonar a família, prometer nunca trabalhar legitimamente, construir uma comunidade criminosa organizada e executar suas ordens - que incluem punições - além de recrutar jovens membros.

No início dos anos 90, Ivankov se mudou para os Estados Unidos, onde foi ligado a vários crimes violentos na comunidade russa do Brooklyn, até ser preso e condenado por extorsão.

Ele voltou à Rússia em 2004 e foi inocentado pelo júri no único processo contra ele desde então, pela morte de duas pessoas em um restaurante.

Durante o julgamento, todas as testemunhas do assassinato disseram não ter visto nada. Segundo fontes russas, o chefão passou os últimos meses de sua vida mediando a disputa entre gangues rivais por salas de jogos clandestinas.

O crime organizado da Rússia já não ocupa tanto as manchetes, mas nunca deixou de existir, afirma o analista da BBC para a Rússia, Steven Eke.

Ele se estabeleceu em vários países fora da Rússia, em particular nos Estados Unidos, Grã-Bretanha e Israel.

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