Chávez volta a falar em saída da OEA e organização alternativa

Caracas, 9 mai (EFE).- O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, voltou a falar hoje sobre a saída de seu país da Organização dos Estados Americanos (OEA) e da criação de um organismo alternativo formado, segundo ele, apenas por povos livres.

EFE |

O governante fez a declaração ao comentar o recente relatório apresentado pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), que depende da OEA, que incluiu a Venezuela entre os países que "precisam melhorar a defesa e o cumprimento dos direitos humanos".

Durante a inauguração de instalações de saúde na cidade de Guaira, 30 quilômetros ao norte de Caracas, Chávez disse que ações como as da CIDH convidam ao questionamento de para que serve a OEA, como já fizeram outros presidentes latino-americanos, entre os que citou o nicaraguense Daniel Ortega e o equatoriano Rafael Correa.

"A Venezuela pode sair da OEA e convocar os povos do continente a que nos libertemos e formemos uma associação de povos livres para que se incorporem os que queiram", afirmou Chávez.

O presidente venezuelano assinalou que atualmente o organismo tem uma atuação "cínica" destinada a "chantagear" os povos.

Como mostra de que não se trata de uma entidade imparcial, Chávez perguntou por que nunca se condenou o ex-presidente americano George W. Bush, que para o líder venezuelano é responsável pela morte de milhares de pessoas em Iraque e Afeganistão.

A referência de Chávez à CIDH acompanha o que foi dito em um comunicado divulgado hoje pela Chancelaria venezuelana, no qual se qualifica de "mal-intencionado e falso" o relatório sobre a Venezuela. EFE rr/rr

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